A banda que Nasi apresentou a Regis Tadeu e o crítico considera som como "inclassificável"
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de julho de 2023
O crítico Regis Tadeu conhece Nasi, vocalista do Ira!, desde os tempos de escola. No começo dessa amizade, o cantor chegou a apresentar algumas bandas para o crítico, que passou a curtir o som mostrado.
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Em entrevista ao Inteligência Ltda, Regis se recordou da ocasião em que Nasi o apresentou ao som da banda de rock americana Cheap Trick, formada por Rick Nielsen, Robin Zander, Tom Petersson e Daxx Nielsen.
Segundo Regis, o som do Cheap Trick é difícil de se classificar, mas mesmo assim ele resolveu comprar todos os discos do grupo ao longo dos anos.
"O Nasi me mostrou um disco do Cheap Trick chamado 'In Color', que é o disco que eles estavam com uma moto na capa. O Nasi me mostrou esse disco e cara, eu fiquei tão alucinado que no dia seguinte eu fui na loja de discos do bairro. Porque na época você não tinha... não tinha assim Galeria do Rock, você tinha a loja de disco, normalmente ficava junto com uma papelaria e tinha um cara ali tocando.
E eu fui lá, eu comprei esse disco. Era uma banda que, vamos dizer, me pegou muito pelo lance melódico. O som deles é inclassificável. E aí eu passei a comprar, até hoje faço isso. Tenho tudo do Cheap Trick. E o Nasi também me mostrou na época um disco ao vivo de uma banda espetacular, que eu acompanhei durante muito tempo e acompanho ainda, que é desse estilo, não existe mais".
Nasi, Ira! e rock nacional anos 1980
O vocalista Nasi sem dúvidas marcou época com o Ira!, uma das mais importantes bandas de rock nacional dos anos 1980. Em entrevista ao Igor Miranda em matéria de Marcelo Vieira, o cantor comentou sobre esse fenômeno das turnês de comemoração daquele período e falou um pouco sobre o clássico álbum "Psicoacústica", de 1988.
"Foi eleito um dos cem discos mais importantes da história da música brasileira pela Rolling Stone. Então, isso teve um peso para a gente. E foi um disco que todo mundo menosprezou na época; boa parte do público não entendeu, a crítica falou que estávamos sendo pretensiosos com esse negócio de (incluir) maracatu, pandeiro etc. E não vendeu bem. Vendeu menos da metade do anterior ('Vivendo e Não Aprendendo', de 1986). Precisou o tempo passar para a gente colher os frutos. Hoje, é um disco cultuado, e isso para um artista é muito legal".
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