El Dragón: Power Metal pegajoso com temática política
Resenha - Resistir - El Dragón
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 20 de setembro de 2010
Não é nenhuma novidade que a cena rock/metal da Argentina é bem politizada. E em época de eleição em terras tupiniquins e com inúmeros artistas sem talento e sem nenhuma proposta surgindo na mídia a cada dia, nada como se deparar com o excelente "Resistir", dos nossos hermanos do EL DRAGÓN. Na estrada desde 1990, o álbum lançado em 2007 traz os argentinos com seu power metal bem pegajoso que aborda uma temática que, de fato, faz o título escolhido ser perfeito.

"Politiquerosis" já mostra a cara do disco. A faixa tem um refrão bem marcante, com guitarras bem enquadradas, backings quase ao estilo hard rock e uma boa liderança do vocal, cujo timbre se encaixa muito bem à proposta do grupo. Mesmo animada, a faixa inicial critica severamente a politicagem, mandando-a "praquele lugar". Na sequência, "Gladiador Inmortal" continua evocando a resistência, mas soando um heavy mais para arenas, novamente com guitarras inspiradas com bons riffs e belos solados. O bom trabalho de bateria, outra constante do álbum, não fica para trás, mantendo o ritmo da faixa. "Vientos De Guerra" imprime um ritmo acelerado, com um refrão diferente, mais lento, quase orquestrado, em forma de uma exaltação muito bonita, outra vez, ao espírito guerreiro.
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Em "Clamor Nativo", tem-se certa mudança de temática, mas sem se desfazer, de certo modo, da política. Trata-se de uma música sobre o nacionalismo, de fato mais presente nos argentinos do que por aqui. O refrão segue o estilo de "Vientos", mas a novidade fica por conta da guitarra, que sola seguindo as linhas vocais. "Celeste y Blanco" segue na mesma tendência, remetendo às cores da bandeira argentina, a qual, segundo a banda, deve ser a liberdade. Dessa vez, quase thrash e com vocais mais ríspidos, a velocidade é imperativa, com um "duelo" de solos que mantêm tal característica. Merece menção também o bom trabalho de finalização da faixa. "Hermano de Fierro" é outra canção forte, que explora um ritmo mais cadenciado, muito bem direcionado à letra, que versa sobre os sacrifícios da vida. Destaque para a ótima performance dramática do vocalista. "Apretando Los Dientes", em tom de despedida, pede a volta à luta, em um tom mais emotivo e de apelo, com destaque para o vocal sofrido, distinto das demais faixas.
EL DRAGÓN, além de mostrar que o espírito do metal argentino segue vivo no novo milênio, traz boas reflexões de cunho político em suas músicas. Além de levantar tal tema, praticamente atemporal, o traz com muita competência, em faixas muito bem compostas e executadas com excelência, por uma banda com grandes instrumentistas, experientes e muito bem entrosados. Ótimo álbum, tanto em sua proposta como em seu resultado. Pena que, cantado em espanhol, seja mais difícil de fazer ecoar suas ideias e sua proposta tanto no Brasil como no mundo, mas, sem dúvida, é uma obra a ser reconhecida pela América Latina em geral.
Integrantes:
Juan Carlos "Olaf" Mangiavalore – guitarra, vocais
Frank Mangialavore – teclado
Cito Vitulli – baixo, backings
Walter Sierra – bateria
Faixas:
1. Politiquerosis
2. Gladiador Inmortal
3. Vientos De Guerra
4. Tiempo De Revancha
5. Clamor Nativo
6. El Condenado
7. Hermano De Fierro
8. Colgado Del Abismo
9. Celeste y Blanco
10. Apretando Los Dientes
Gravadora: Megaton
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