Luna Mortis: para fãs do Arch Enemy e experimentalismos

Resenha - Absence - Luna Mortis

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Por Diego Camara
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Em um cenário como o atual no metal é muito difícil trazer inovação. Quase tudo já foi experimentado e testado desde que o Black Sabbath lançou seu primeiro disco, como os precursores do Heavy Metal há quase 40 anos. No meio deste contexto, nos EUA, surge o Luna Mortis, uma banda de metal liderada por uma mulher, a vocalista Mary Zimmer, como tantas outras que surgem no mundo inteiro e já não chamam mais a atenção por ter uma bela dama nos vocais.

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O Luna Mortis teria tudo para ser mais uma no meio de tantas outras, a não ser pela capacidade de fazer sons tão diferentes se unirem em um lançamento. Criada no início da década de 2000 com o nome de Otoman Empire, a banda só começaria profissionalmente em 2008, quando mudou de nome e assinou um contrato com a Century Media.

O lançamento de "The Absence" em Janeiro mostrou uma banda bastante madura para seu primeiro álbum não independente. O disco é bastante sólido, com técnica apurada e uma ótima produção, com músicas que passam pelo Death Metal Melódico, Progressivo, Thrash e Power Metal.

A música de abertura, "Ash", já mostra bem para o que veio a banda. A canção, que passeia entre o thrash e o progressivo, mostra a técnica apurada e a voz poderosa da vocalista Mary Zimmer, que sai dos vocais limpos para os guturais sem perder qualidade em nenhum dos momentos. Os outros membros também não saem perdendo em nada, a bateria é rápida e as duas guitarras deixam o som bastante completo.

Outro ótimo destaque é a música "Reformation", que se volta mais para o death melódico e tem um ótimo refrão com estilo power metal. As guitarras também variam entre os dois estilos com ótima técnica, e o solo a lá Stratovarius é emocionante.

Outras ótimas músicas são "Never Give In", que mostra um conjunto excepcional principalmente na bateria e nas guitarras, com riffs muito bem colocados, e "Embrace the End", que tem um lado progressivo bastante forte em uma música que lembra muito os bons momentos do Arch Enemy.

O grande problema em "The Absence" talvez seja a falta de preparo do Luna Mortis, que às vezes se mostra confuso. Mesmo que as músicas tenham todo um alto grau de experimentalismo e diversas fusões, muitas delas ficaram parecidas, tornando o álbum previsível e cansativo depois de algumas escutadas.

Porém, mesmo com este ponto negativo, o Luna Mortis se sai muito bem ao primeiro teste com um lançamento profissional. Vejo com bons olhos o futuro deste grupo norte-americano, e quem é fã de grupos como o Arch Enemy e de bandas experimentalistas, irá achar no Luna Mortis uma boa opção.

Luna Mortis é:
Mary Zimmer – vocal
Brian Koenig – guitarra
Cory Scheider – guitarra
Jacob Bare – Baixo
Erik Madsen – Bateria

Faixas de "The Absence":
1. Ash
2. Ruin
3. Reformation
4. This Departure
5. The Absence
6. Forever More
7. Never Give In
8. Phantoms
9. Last Defiance
10. Embrace the End




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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