Das Reich: som de deixar de joelhos qualquer metalhead

Resenha - Sounds From the End of the World - Das Reich

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Por Ricardo Seelig, Fonte: Collector´s Room
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


"Sounds From the End of the World" é o segundo disco da banda Das Reich, natural de Gramado, no Rio Grande do Sul. Apesar do nome, o grupo não nutre simpatia alguma com o nazismo e faz questão de deixar isso bem claro no encarte do CD. Mas é o som que importa, e ele é de deixar de joelhos qualquer metalhead.
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Executando um heavy metal com algumas pitadas de thrash, o Das Reich surpreende pela extrema coesão das faixas, muito bem acabadas, dignas de grupos com anos de estrada. Além disso, seus integrantes demonstram, além do óbvio domínio de seus instrumetos, uma paixão palpável ao executá-los, tornando a audição da música do grupo uma experiência violenta que faz o sangue pulsar nervoso nas veias, alimentando corações headbangers famintos por um heavy metal sincero, autêntico e repleto de tesão. Pra fechar com chave de ouro, temos a voz do vocalista Fabrício Dillenburg, intensa e animalesca, que, temperada pelo talento e capacidade do cantor em saber dosar momentos mais agressivos com passagens mais calmas, nos faz mergulhar fundo no mundo criado pelo Das Reich através de suas músicas.

O grupo explora temas históricos e mitológicos em suas letras, como na excepcional "Orpheu´s Dream", que abre o play contando a saga de Orfeu em busca de sua amada Eurídice. Essa música é um tapa na orelha, um tiro certeiro, pesadíssima, cheia de riffs muito legais e palhetadas totalmente thrash. Sem exagero, é um dos melhores sons que ouvi nos últimos anos!

"The Path of Gods" é um power metal com uma pitada da escola alemã de grupos como Grave Digger e Running Wild; a banda toda quebra tudo em "Seeds of Rage", uma composição bastante agressiva e com um riff bem thrashão - nessa faixa o grande destaque é o vocalista Fabrício Dillenburg, que vai de um extremo a outro de sua voz com absoluta naturalidade e competência. "Sedna Screams" mantém o ótimo nível, com o timbre de Fabrício lembrando, em vários momentos, o de Nagash, do Dimmu Borgir. E, fechando o play, "The Blind Shepherd and his Deaf Sheeps", outra amostra exemplar do talento do conjunto, com riffs bem legais e uma cozinha arrebentando tudo lá atrás. Preste atenção na surpresa que a banda reservou aos fãs no final dessa faixa.

Em seu segundo lançamento, o Das Reich reafirma o que já havia dado pistas em "A Perfect Sign of God", primeiro play do grupo, lançado em 2004: que tem talento de sobra para alçar vôos muito maiores dentro do cenário metálico brasileiro. O som do quinteto deve, e merece, ser conhecido por headbangers de todo o Brasil, pois tem personalidade de sobra para cativar novos, e numerosos fãs, do Oiapoque ao Chuí.

Meu amigo, se você é fã de heavy metal, você precisa conhecer o Das Reich.

Faixas:
1. Orpheu´s Dream - 4:00
2. The Path of Gods - 3:10
3. Seeds of Rage - 3:49
4. Sedna Screams - 3:16
5. The Blind Shepherd and his Deaf Sheeps - 3:09

Line-up:
F.G. Dillenburg - Vocais
Carlos - Guitarra
Deleon - Guitarra
Deco - Baixo
Charles - Bateria

http://www.dasreich.com.br

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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