Trivium: vitorioso musicalmente e liricamente também

Resenha - Shogun - Trivium

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Por Marcus Jored
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E lá se vão apenas cinco anos desde o primeiro debut deste quarteto da Flórida. Tempo mais que o suficiente para escrever definitivamente o grupo entre os principais da cena Heavy Metal atual. Cinco anos, quatro álbuns... Uma produção intensa para os dias atuais, e o que é melhor, de uma qualidade impressionante.

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E eis que sai o novo lançamento dos caras, batizado de "Shogun" expressão que remete ao Japão medieval, com certeza influência do guitarrista/vocalista Matt Heafy que nasceu na terra do sol nascente. Realmente é difícil selecionar a quantidade de elogios necessários para descrever a incrível pegada das canções e a empolgação do ouvinte ao escutar o disco. É heavy metal moderno com tudo que uma boa influência clássica pode oferecer, e leia-se influência como o thrash metal da bay area de meados dos anos 80 (Metallica, Megadeth, Testament) e uma boa dose de NWBOHM (Iron Maiden, UFO). Grosseiramente falando, "Shogun" pode ser entendido como uma verdadeira miscelânia dos discos anteriores, misturando o peso extremo de "Ember to Inferno" e "Ascendancy" e a linha mais melódica (principalmente nos vocais) do "The Crusade". Saindo da mesmice das comparações com o Metallica, Shadows Fall e outras bandas, o Trivium agora soa principalmente como ele mesmo, graças às composições de alta categoria e um trabalho de produção experiente a cargo de Nick Raskulin (Rush, Velvet Revolver entre outros).

A primeira metade do álbum é avassaladora. A abertura com "Kirisute Gomen" pega o ouvinte pelo pescoço, temática épica, bateria tribal e uma parede de guitarras tão soturna, que faz a canção beirar ao death. Logo na seqüência temos "Torn Between Scylla and Charybdis" um verdadeiro cavalo de batalha; com a letra falando sobre mitologia grega é uma música avassaladora (prestem atenção na intro sensacional) com direito a curtos solos de baixo de técnica rara a cargo de Paolo Gregoletto, vai ser a preferida de muita gente. "Down from the Sky" vem a seguir, simplesmente um resumo de tudo o que o Trivium é capaz de fazer de melhor, riffs matadores, vocais mélódicos e gruturais contrapostos, solos inspirados e refrão pegajoso, uma canção nota dez e não sem razão foi escolhida para ser o primeiro vídeo promocional do disco (muito bom por sinal). Sem deixar a peteca cair vem "Into the Mouth of Hell We March", simplesmente de cair o queixo de tão boa que é esta música, belíssimo riff inicial, belíssima letra e uma levada melódica arrebatadora, perfeita para ser executada ao vivo.

A partir daí "Shogun", que estava sendo uma obra-prima incontestável perde um pouquinho o ritmo, mas mesmo assim felizmente as canções variam do bom ao muito bom. "Throes of Perdition" possui um riff inicial denso com os vocais de Heafy bastante limpos, ótimo uso dos bumbos duplos da bateria aqui, atentem para o inspirado solo guitarra, talvez a faixa mais acessível do disco. "Inssurrection" e "The Calamity" são duas pesadonas, a primeira mais veloz e a segunda mais cadenciada, que poderão assustar os que viraram fãs da banda com "The Crusade" e alegrar os mais puristas que louvam os dois primeiros trabalhos da banda. "He Who Spawned the Furies" traz a competência habitual do grupo, mas sem maiores diferenciais; já "Of Prometheus and the Crucifix" é muito criativa, excelente letra e um lindo solo de guitarra. "Like Callisto to a Star in Heaven" é bastante pesada com um belo começo com guitarras melódicas; Corey Beaulieu deita e rola nos vocais aqui, aliás ele esta bem mais presente no vocais neste disco do que no "The Crusade". Para encerrar a obra com chave de ouro vem a faixa título, aí "Shogun" retorna com tudo à genialidade das quatro primeiras canções, são onze minutos de uma composição ímpar, dos opus inicial que dá entrada a um riff thrash sensacional, ao refrão melódico, do interlúdio no meio ao encerramento, um verdadeiro desfile de técnica desta que provavelmente é a música mais ambiciosa que o grupo já fez.

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Por muito pouco o álbum "Shogun" não é perfeito, claramente temos uma metade superior de composições que são de fato impressionantes, junto com outra metade menos inspirada, mas longe de ser fraca. É um disco poderoso, vitorioso musicalmente e liricamente também. É fato que o grupo americano não para de demonstrar que tem muita lenha para queimar e não teme voar alto em uma sonoridade pesada e ambiciosa. Já não há mais nada a provar e se continuarem neste nível nos próximos discos já irão garantir lugar de destaque na história do heavy metal.

Tracklist:
1. "Kirisute Gomen" – 6:27
2. "Torn Between Scylla and Charybdis" – 6:50
3. "Down from the Sky" – 5:34
4. "Into the Mouth of Hell We March" – 5:52
5. "Throes of Perdition" – 5:54
6. "Insurrection" – 4:57
7. "The Calamity" – 4:58
8. "He Who Spawned the Furies" – 4:07
9. "Of Prometheus and the Crucifix" – 4:40
10. "Like Callisto to a Star in Heaven" – 5:26
11. "Shogun" – 11:22

Matt Heafy – vocais, guitarra
Corey Beaulieu – guitarra, 2º vocais
Paolo Gregoletto – baixo, 2º vocais
Travis Smith – bateria




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