MindFlow: soando extremamente moderno e pesadíssimo
Resenha - Destructive Device - MindFlow
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 18 de novembro de 2008
Baterista do Exodus, Tom Hunting conta como é a vida sem estômago
Nota: 9 ![]()
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Falar do aspecto visual pode não ser a melhor maneira de se iniciar a resenha de um CD, mas não tem jeito... Não me lembro de ter visto um grupo brasileiro com um projeto gráfico de nível tão elevado e complexo como este terceiro trabalho do MindFlow. "Destruction Device" é dono de um luxuoso digipack envolvido por um slipcase de plástico transparente e colorido (e que proporciona o bonito efeito que o leitor observa abaixo), além de um volumoso encarte e pôster. Não é à toa que o álbum atrasou uns três meses da data programada para seu lançamento...
E todo este investimento em relação ao quesito visual foi devidamente transportado para as composições. A produção ficou a cargo de Ben Grosse (Megadeth, Slipknot, Disturbed) e as gravações foram divididas entre o Mosh Studios (São Paulo) e o The Mix Room (Los Angeles, EUA). "Destruction Device" tem como resultado uma definição inacreditável e, o melhor, tudo soa extremamente moderno e pesadíssimo.
Aqueles que tiveram a oportunidade de escutar o chamado Prog Metal dos álbuns anteriores dos paulistanos provavelmente terão a impressão de que parte do novo material está mais direto, simples até. Correto. Mas, ao longo de outras audições, vai-se descobrindo mais e mais detalhes em meio às estruturas das canções. Em meio ao ataque brutal das guitarras não faltam ótimos momentos grudentos como a faixa-título de abertura (grande riff!), ou a agradável acessibilidade de "Breakthrough", seguidos da já conhecida faceta intrincada em "Under An Alias", "Inevitable Nightfall" e "Fragile State Of Peace".
Temos também características até então inéditas na sonoridade do MindFlow, como o flerte com vocalizações praticamente guturais na excelente "Lethal", ou ainda duas faixas ‘binaurais’, onde o áudio é 3D e tem-se a real impressão de que estamos na mesma sala onde algum sádico está ‘trabalhando’ sua vítima. Ouça com bons fones, "First Things First" é realmente perturbadora!
Como foi dito, há grandes músicas, mas "Destructive Device" vai além da música em si. É um trabalho tão sofisticado e com elementos decisivos que tornam o produto final mais do que interessante para qualquer colecionador que aprecie Heavy Metal. Tanto que o MindFlow novamente usou as muitas informações do encarte para dar seqüência com ‘Follow Your Instinct – J.A.C.K.’, a segunda versão do jogo iniciado em "No Mind Over Body" (06).
... E nem vou entrar no mérito do preço desta obra, que é realmente muito abaixo do que se poderia supor. Dê uma conferida em www.mindflow.com.br.
Formação:
Danilo Herbert - voz
Rodrigo Hidalgo - guitarra
Miguel Spada - teclados
Ricardo Winandy - baixo
Rafael Pensado - bateria
MindFlow - Destructive Device
(2008 / Unlock Your Mind Productions - nacional)
01. Destructive Device
02. Lethal
03. Breaktrough
04. Under An Alias
05. Inevitable Nightfall
06. Said & Done
07. Fragile State Of Peace
08. Not Free Enough
09. Inapt World
10. First Things First
11. Shocking Deathbed Confession
12. The Screwdriver Effect
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