Vader: levando Death Metal para lugares inóspitos
Resenha - Impressions in Blood - Vader
Por Clóvis Eduardo
Postado em 19 de agosto de 2008
Nota: 9 ![]()
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Tradicionalmente conhecida como uma das principais bandas de Death Metal da Polônia, o Vader demorou um pouco para sair do armário e colocar alguma coisa nova para os fãs. O disco "Impressions In Blood", lançado em 2006, e a última amostra que temos do material inédito da banda. E deste trabalho, de nada podemos reclamar.
Reclamar mesmo nem tem motivo. Ao ouvir este CD disponibilizado no Brasil pela Hellion, sentimos até certa desconfiança de que o Vader é (e vale muito enfatizar este verbo no presente) a principal banda polonesa da atualidade. Não pelo CD em si, muito pesado e bem arranjado, por sinal, mas sim por todo o coletivo. Em pouco mais de seis meses, muita coisa com o selo Vader apareceu no mercado: desde chocolate, EPs, CD comemorativo pelos 25 anos de banda, DVD ao vivo e turnê pelo Brasil. É coisa que não acaba mais. Há quem diga que a banda tem passado por um período de imensa criatividade, levando Death Metal para lugares inóspitos e enchendo os ouvidos dos headbangers com boa música.
Mas a última obra inédita do Vader é este "Impressions In Blood", e se a notícia negativa não fosse a saída do excelente baixista Novy, poderia até mesmo imaginar que a banda estava pronta para arregaçar as mangas em um novo trabalho. Mas enquanto o novo disco não chega, nos deliciamos com "Shadow Fear", "As Heavens Colidde...", "Helleluyah!!! (God Is Dead)" e tantas outras ótimas canções. Difícil ficar parado com as energia das canções, grudentas, cuspindo ódio nas letras e rapidez no instrumental. Peter encorpora o vocal com simplicidade e angustia o ouvinte a continuar seguindo os refrãos, nem que seja apenas cantarolando a melodia imposta pela guitarra de Mauser e do próprio Peter.
É um disco acima de tudo brilhante. Bem mixado e limpo, o que proporciona uma melodia até um pouco desconexa com o que estamos acostumados a ouvir no Death Metal. Mas o sinal dos tempos tem dado uma luz na produção, valorizando a habilidade do instrumentista, e melhorando todo o conteúdo do disco. Falando-se em habilidade, impossível não valorizar Daray na bateria, cheio de mágica nos blast beats e no trabalho com os pratos e bumbos.
Já vem de anos que conhecemos a forma com que o Vader, principalmente Peter, comanda a composição das canções. E um dos pontos altos sempre valorizados são os solos de guitarras, curtos, rápidos e rasgantes, o que dá um efeito todo especial para cada canção, como na instigante "Warlords". Em matéria de guitarra, o quarteto polonês realmente está bem servido.
Este trabalho realmente é diferenciado, e não é a toa que a turnê atual, além de ter virado um DVD, teve uma pernada durante o mês de março e abril de 2008 no Brasil. Se faltava alguma coisa para coroar este disco, é a arte gráfica, e nem disso a gente tem direito de reclamar, tamanho o capricho e sintonia com o gênero os fãs estão tão acostumados a ver e principalmente ouvir do Vader.
Hellion Records
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