Grand Magus: sabiamente equilibrado entre o polido e o sujo
Resenha - Iron Will - Grand Magus
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 19 de agosto de 2008
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Por mais resistência que possa haver, é incontestável que, mesmo usando e abusando dos já manjados artifícios de marketing que visam conquistar o público, são raras as bandas veteranas (nem é preciso citar nomes, certo?) que conseguem lançar um novo álbum com a vitalidade apresentada no passado. Isso é algo tão natural quanto o fato de o melhor da música anticomercial sempre ser encontrado no underground mesmo.

Com uma trajetória que começou em 1999, o Grand Magus se tornou rapidamente um conjunto cultuado nos porões europeus. Inicialmente orientado pelo Stoner Metal, o trio sueco começou a investir cada vez mais no Heavy Metal clássico, e "Iron Will", seu quarto registro, parece ser a conclusão deste ciclo.
Com muito groove, a característica freqüente por aqui é a intensidade de sentimentos que a audição transmite. O repertório é repleto de hinos e muito diversificado – o rock pesado e clássico é a raiz principal, mas obviamente o Grand Magus se agarra ao Stoner, flerta sutilmente com algo do psicodelismo e abusa das muitas melodias do saudoso NWOBHM – e, o principal, tudo é tão honesto que sua proposta que está longe, muito longe de ser enquadrada como um mero estereótipo.
Como se todos os recursos e zelo empregados na construção de riffs, solos e uma seção rítmica que surpreende pela atividade já não fossem suficientes, estes arranjos são coroados pela voz solene de Janne 'JB' Christoffersson (também faz parte do Spiritual Beggars, então nem é preciso mencionar mais nada...), que segue com uma linha que se aproxima do velho e carismático Ronnie James Dio.
E que fique claro: mesmo com todas as características do estilo, as canções do Grand Magus também não causam a impressão de serem datadas. A gravação de "Iron Will", além de estar sabiamente equilibrada entre o polido e o sujo, mostra uma vibração moderníssima. Sério candidato a um dos registros mais poderosos e apaixonantes do ano, totalmente indispensável aos que possuem apreço pelo tradicionalismo do Heavy Metal. Confira e dificilmente haverá arrependimentos!
Formação:
Janne ''JB'' Christoffersson - voz e guitarra
Fox - baixo
Sebastian - bateria
Grand Magus - Iron Will
(2008 / Candlelight Records - importado)
01. Like The Oar Strikes The Water
02. Fear Is The Key
03. Hovding
04. Iron Will
05. Silver Into Steel
06. The Shadow Knows
07. Self Deceiver
08. Beyond Good And Evil
09. I Am The North
Homepage: www.grandmagus.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
O cantor que Bob Dylan chamou de "o maior dos maiores"
"Mamãe eu não queria" de Raul Seixas e a oposição irônica ao exército
Capital Inicial: cinco músicas que foram escritas por Pit Passarell, do Viper
Escritor publica foto da mulher que inspirou "Whole Lotta Rosie", clássico do AC/DC


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



