Virgin Black: descrição não faz jus à complexidade

Resenha - Requiem: Mezzo Forte - Virgin Black

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ben Ami Scopinho
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 10


Já há algum tempo vêm sendo divulgado que o australiano Virgin Black estava para liberar uma audaciosa trilogia chamada "Requiem", dividida em "Requiem: Pianissimo", "Requiem: Mezzo Forte" e "Requiem: Fortissimo". Apenas para situar o leitor: "Pianissimo" seria um disco de música clássica pura, interpretado pela Adelaide Symphony Orchestra; "Mezzo Forte" teria como proposta mesclar seções de música erudita ao Heavy Metal; enquanto que em "Fortissimo" haveria o abandono da música clássica, sendo um 'típico' álbum metálico.

Rob Halford: "Talvez eu seja o único Gay vocalista de Metal"Jason Newsted: revelando porque ele deixou o Metallica

Todos os três discos foram escritos e gravados em conjunto, mas, seja lá qual o critério adotado para o lançamento dos registros, o fato é que se optou por liberar primeiramente - inclusive no Brasil - a segunda parte, "Requiem: Mezzo Forte"... E descrever sua música de forma adequada com um simples texto é uma tarefa ingrata que não fará jus à complexidade da obra, infelizmente.

De forma bastante resumida, "Mezzo Forte" é profundamente deprimente. Traz toda a formosura requintada da música clássica entrelaçada à beleza selvagem do Heavy Metal europeu - e ambas se complementam, tudo se encaixa perfeitamente. Ao lado dos coros, vocais femininos, tenores, arranjos sinfônicos e metálicos, há muitos detalhes sutis que somente aumentam toda a carga de melancolia.

É como narrar a tragédia de qualquer ser vivo, há o amor, medo, raiva e, principalmente, a absoluta tristeza, tão bem captada pelo Virgin Black. Este é um disco que lida com as emoções, e por isso é difícil descrevê-lo apropriadamente. Ele deve ser vivenciado. E não deve ser escutado a qualquer momento, ele deve ser apreciado quando se está só. Somente assim o ouvinte conseguirá absorver plenamente sua essência.

Com certeza uma obra de arte importantíssima. Agora é esperar para chegar às lojas a primeira e terceira partes de "Requiem", que, confesso, mal posso esperar para ouvi-los na seqüência. É de se supor que será uma bela experiência, ainda que fúnebre...

Formação:
Rowan London - voz e teclados
Samantha Escarbe - guitarra e cello
Grayh - baixo
Luk Faz - bateria
The Adelaide Symphony Orchestra conduzida por Bruce Stwuart

Virgin Black - Requiem: Mezzo Forte
(2008 / Silent Music - nacional)

1. Requiem, Kyrie
2. In Death
3. Midnight's Hymn
4. ...And I Am Suffering
5. Domine
6. Lacrimosa (I Am Blind With Weeping)
7. Rest Eternal

Homepage: www.virginblack.com


Outras resenhas de Requiem: Mezzo Forte - Virgin Black

Virgin Black: uma obra inesperada e ambiciosa



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Virgin Black"


Rob Halford: Talvez eu seja o único Gay vocalista de MetalRob Halford
"Talvez eu seja o único Gay vocalista de Metal"

Jason Newsted: revelando porque ele deixou o MetallicaJason Newsted
Revelando porque ele deixou o Metallica


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais informações sobre Ben Ami Scopinho

Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.