Death Angel: fiel à década de 80 sem soar antiquado
Resenha - Killing Season - Death Angel
Por Maurício Dehò
Postado em 05 de junho de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma das bandas fundamentais a despontar na Bay Area, em San Francisco (EUA), o Death Angel lança seu segundo álbum desde que retornou à cena e totaliza cinco desde sua fundação há mais de duas décadas. "Killing Season" é uma evolução do último disco destes americanos, "The Art of Dying", que tinha algumas características, digamos, menos-Thrash, apesar de ser um bom disco. Neste novo, a característica é se manter fiel ao Thrash Metal da década de 80, mas sem se deixar soar velho e antiquado.
"Killing Season" demora um pouquinho a pegar. A abertura tem uma intro muito legal, de violão e descamba para o Thrash em "Lord of Hate", uma boa faixa até, que já gruda na cabeça. Mas a pegada, a violência e a velocidade vêm com tudo na segunda, "Sonic Beatdown", com um riff inicial matador, batera destruindo, clima pesado com narrações, coros no refrão e lembrando até outros grandes nomes como o Anthrax das antigas. Grande som, que põe tudo abaixo e já é um prenúncio da força deste CD. A qualidade segue em "Dethroned", com o baixo de Dennis Pepa liderando o caminho.
Grande parte deste sucesso está na voz agressiva, porém aguda, de Mark Osegueda, que dá uma tremenda personalidade ao quinteto. Além disso, os riffs de Rob Cavestany e Ted Aguilar estão afiadíssimos e a diversidade de uma faixa a outra é outro grande atrativo deste trabalho, que passa num piscar de olhos, nem parecendo ter 47 minutos. Há momentos de influência Hardcore, como em "Carnival Justice" – esta contém ritmos diferenciados do batera Andy Galeon e guitarras simplesmente geniais – e "Steal the Crown". Outros são pura porrada, como nos gritos de Osegueda em "Buried Alive" e linhas mais modernas podem ser encontradas em "When Worlds Collide" e a excelente (e pesada) "God Vs. God". Não se engane, tudo continua sendo Thrash, apenas com uma cara mais atual.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mais moderninha também é a faixa que encerra o disco. "Resurrection Machine" traz momentos mais lentos e limpos, e recorre até ao violão, mudando bem a levada agressiva das dez primeiras faixas.
Está aí mais uma banda que retornou com tudo, colocando a Bay Area em destaque mais uma vez no mapa do Heavy Metal. "Killing Season" representa muito bem o Death Angel e ainda se coloca na lista dos melhores discos da história da banda. O headbanger agradece!
Track List:
01. Lord of Hate
02. Sonic Beatdown
03. Dethroned
04. Carnival Justice
05. Buried Alive
06. Soulless
07. The Noose
08. When Worlds Collide
09. God Vs. God
10. Steal The Crown
11. Resurrection Machine
Formação:
Mark Osegueda - vocal
Rob Cavestany - guitarra
Ted Aguilar - guitarra
Andy Galeon - bateria
Dennis Pepa – baixo
Lançamento nacional – Nuclear Blast / Laser Company / Rock Brigade Records
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
A banda dos anos 80 que Ozzy até gostava, mas ouviu tanto que passou a odiar
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
A condição imposta por Ritchie Blackmore para voltar aos palcos
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Atual guitarrista considera "Smoke on the Water" a música mais difícil do Deep Purple
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
O baterista que Neil Peart achava estar longe demais para alcançar
Ouça Brian May (Queen) em "Eternia", da trilha de "Mestres do Universo"
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
O maior guitarrista da história para Bruce Springsteen; "um gigante para todos os tempos"
"Prefiro morrer a tocar com eles novamente": a banda que não se reunirá no Hall of Fame 2026
Por que "Load" foi (e a ainda é) rejeitado por alguns fãs do Metallica?
A morte de Chico Science e as dúvidas que ainda cercam o acidente, segundo Júlio Ettore
Andreas Kisser confessa para João Gordo que tinha medo do Ratos de Porão e revela motivo
O único estilo musical que Fabio Lione confessou que não curte nem um pouco
Trollagem: quando as bandas decidem zoar com o playback


O disco mais agressivo de todos os tempos, segundo o vocalista do Death Angel
Mark Osegueda, do Death Angel, diz que Cliff Burton era "um cara maravilhoso"
As 10 melhores bandas de thrash metal de todos os tempos, segundo o Loudwire
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível

