Julgamento: agressividade no instrumental e letras

Resenha - Julgamento - Julgamento

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Curta, porém eficiente a estréia dos paulistas do Julgamento. Com a predominância do Hardcore, mas com boas doses de Thrash e até Death Metal, a banda apareceu em 2003 em Itapira, interior de São Paulo, e chega ao seu primeiro disco, auto-intitulado, após ter tocado ao lado de bandas grandes destas cenas, como Napalm Death, Terror e Claustrofobia, por exemplo.
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Mais que rótulos, o som deste sexteto paulista, formado neste disco por Alex Avancini e Lik Galaverna (vocais), Martinho Stringuetti e Alcir Figueira (guitarra), Palmer Black (baixo) e Jonatas Delfino (bateria), é marcado pela agressividade de seu instrumental e das letras. Apesar de apresentarem só 21 minutos em oito faixas, eles passam bem o recado. A mistura de todas estas influências, principalmente os vocais do Hardcore e um pouco da técnica do Metal, ajuda a diversificar o disco, que tem uma gama bem variada de sonoridades e, no geral, é muito bem trabalhado.

Riffs agressivos e linhas de guitarra melódicas se misturam às batidas ora simples, ora chegando aos blastbeats, como em "Gritarei", uma composição cuja letra foi baseada em um poema deixado por um guerrilheiro palestino, posteriormente morto. Os vocais de Lik e Alex misturam gritos típicos do Hardcore com guturais bem graves, como em "Dança das Chamas" – que possui uma bela introdução, com um dueto de guitarra e depois vira uma das mais pesadas. Tudo é sempre muito violento, "vomitando" as palavras. O único problema é que, como o teor das letras é muito bom e os vocais praticamente ininteligíveis, este conteúdo lírico fica um pouco perdido, a menos que o ouvinte esteja com o encarte em mãos.

"Resistência" é cheia de bons riffs, "Tempestade de Areia" vai nesta linha, com boas palhetadas, e "Labirinto" se destaca pelas levadas de baixo e algumas linhas mais melódicas de guitarra. O que pode ser melhorado ainda é a produção, dando mais atenção às vozes e, com isso, mais destaque às letras. Fora isso, a energia e a violência do Julgamento já credenciam a banda a conseguir seu espacinho nesta cena HC/Metal. Boa estréia!

Formação no disco:
Lik Galaverna – vocal
Alex Avancini – vocal
Martinho Stringuetti – guitarra
Alcir Figueira – guitarra
Palmer Black – baixo
Jônatas Delfino – bateria

Track List:
1 – Gritarei
2 – Fênix
3 – Dança das Chamas
4 – Resistência
5 – Morte Iminente
6 – Labirinto
7 – Tempestade de Areia
8 – Sementes do Absurdo

Lançamento nacional – Pride & Conviction Records

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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