Julgamento: agressividade no instrumental e letras
Resenha - Julgamento - Julgamento
Por Maurício Dehò
Postado em 30 de maio de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Curta, porém eficiente a estréia dos paulistas do Julgamento. Com a predominância do Hardcore, mas com boas doses de Thrash e até Death Metal, a banda apareceu em 2003 em Itapira, interior de São Paulo, e chega ao seu primeiro disco, auto-intitulado, após ter tocado ao lado de bandas grandes destas cenas, como Napalm Death, Terror e Claustrofobia, por exemplo.

Mais que rótulos, o som deste sexteto paulista, formado neste disco por Alex Avancini e Lik Galaverna (vocais), Martinho Stringuetti e Alcir Figueira (guitarra), Palmer Black (baixo) e Jonatas Delfino (bateria), é marcado pela agressividade de seu instrumental e das letras. Apesar de apresentarem só 21 minutos em oito faixas, eles passam bem o recado. A mistura de todas estas influências, principalmente os vocais do Hardcore e um pouco da técnica do Metal, ajuda a diversificar o disco, que tem uma gama bem variada de sonoridades e, no geral, é muito bem trabalhado.
Riffs agressivos e linhas de guitarra melódicas se misturam às batidas ora simples, ora chegando aos blastbeats, como em "Gritarei", uma composição cuja letra foi baseada em um poema deixado por um guerrilheiro palestino, posteriormente morto. Os vocais de Lik e Alex misturam gritos típicos do Hardcore com guturais bem graves, como em "Dança das Chamas" – que possui uma bela introdução, com um dueto de guitarra e depois vira uma das mais pesadas. Tudo é sempre muito violento, "vomitando" as palavras. O único problema é que, como o teor das letras é muito bom e os vocais praticamente ininteligíveis, este conteúdo lírico fica um pouco perdido, a menos que o ouvinte esteja com o encarte em mãos.
"Resistência" é cheia de bons riffs, "Tempestade de Areia" vai nesta linha, com boas palhetadas, e "Labirinto" se destaca pelas levadas de baixo e algumas linhas mais melódicas de guitarra. O que pode ser melhorado ainda é a produção, dando mais atenção às vozes e, com isso, mais destaque às letras. Fora isso, a energia e a violência do Julgamento já credenciam a banda a conseguir seu espacinho nesta cena HC/Metal. Boa estréia!
Formação no disco:
Lik Galaverna – vocal
Alex Avancini – vocal
Martinho Stringuetti – guitarra
Alcir Figueira – guitarra
Palmer Black – baixo
Jônatas Delfino – bateria
Track List:
1 – Gritarei
2 – Fênix
3 – Dança das Chamas
4 – Resistência
5 – Morte Iminente
6 – Labirinto
7 – Tempestade de Areia
8 – Sementes do Absurdo
Lançamento nacional – Pride & Conviction Records
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
Músicos do Angra encontram Bruce Dickinson gravando novo disco em estúdio de Dave Grohl
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
O nome do rock nacional que não colocaria o próprio álbum nem no Top 20 dos anos 1980
Oops!: 10 erros eternizados em gravações de clássicos
A pessoa que conduziu a saída de Renato Rocha da Legião Urbana
A única música do Black Sabbath a contar com vocais de Tony Iommi jamais foi tocada ao vivo

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



