Conquest: para amantes de melodias e bumbos duplos
Resenha - Endless Power - Conquest
Por Júlio Oliveira
Postado em 23 de abril de 2008
Ao ouvir falar da Ucrânia, os leitores devem lembra-se imediatamente de Chernobyl (usina Nuclearque nos anos 80 teve uma falha no reator que explodiu e espalhou material radioativo por boa parte do leste europeu), mas após escutar o Conquest em seu álbum de estréia, "Endless Power", é quase certo que a única coisa que permanecerá em suas memórias por um bom tempo são as melodias e a velocidade impostos por seus músicos ao longo do álbum, com exceção, lógico das baladas que são de praxe no estilo adotado pela banda: Power Metal com influências do Helloween e mais nitidamente, Stratovarius.

O título é de fato merecido pelo álbum que apesar da abertura instrumental, que tenta simplesmente copiar o feeling de álbuns como os Keepers, segue acelerado sem dó nem piedade e logo na primeira faixa sentimos todo o vigor da banda que realmente se empenha em fazer por merecer um espaço na cena que anda tão estagnada. O interessante é que a citada faixa instrumental reproduz "frases" no teclado que serão escutadas mais tarde nas guitarras de outras músicas.
"I’ve Seen You In My Dreams" começa acelerada como uma prolongação da intro e muito bom gosto mas apesar de o instrumental chamar logo atenção devido a sua boa execução, o mesmo não pode ser dito sobre o vocal de Jenick D. Lenkoff que vez ou outra soa estranho mas que entretanto não chega a prejudicar a banda.
"Flying Back" segue a mesma tônica do up-tempo com os bumbos duplos de Sergei Balalajev e a guitarra de Alexander Zakharoff conduzindo o restante da banda e apesar de tratar-se de composições com um certo grau de qualidade, fica evidente que a banda criou uma formula de composição e segue-a à risca, então a quarta faixa inicia e "Angry Angel" mostra que o que acabei de falar não era apenas especulação.
Em se tratando de um trabalho deste gênero, não podia faltar uma balada e "Winter Has Come" vem para cumprir esse papel, com um título que já sugeria sua função. Não chega a ser uma das mais belas baladas já compostas mas é agradável.
"Descansados" a banda pode voltar a fazer aquilo a que se propõem e mais uma vez relembramos aquela já distante intro mas que permeia quase que todo o álbum e em "Ancient Winds" não seria diferente. Além da velocidade e melodias cativantes, o grande destaque nessa faixa é a participação mais que especial de Timo Tolkki fazendo o que ninguém esperava e se alguém por um acaso lembrar de "Stratosphere" do "Episode" não será coincidência.
A essa altura, como não poderia ser diferente, eu já estava mais que desconfiado e pra aumentar a minha desconfiança, o começo de "This World Law" lembra bastante "Phantoms Of Death" do Helloween mas a semelhança logo se transforma em algo distinto e a faixa evolui para mais um Power metal de boa qualidade.
"Before It’s Done" é mais uma faixa na qual a banda esbanja velocidade, bons solos e muita boa vontade que é o ponto principal deste disco.
"I Wanna Be With You", como o próprio nome sugere, é mais uma balada, um tanto quanto melhor que a primeira embora a letra seja bastante previsível.
Em "The Last Sphinx" a banda retoma seu vigor, mais uma vez com boas melodias e um refrão pra lá de contagiante.
"Rock n’ Roll To Death" começa e até parece que a banda vai tentar fazer um Hard Rock mas logo aceleram novamente resultando numa faixa interessante.
O título da próxima faixa também chama atenção pois "Destiny" é também o título de um álbum do Stratovarius mas na música em si não encontramos nenhuma semelhança a não ser, mais uma vez, a velocidade imposta pelos músicos.
Para fechar com chave de ouro, "Endless Power" que dá nome ao álbum chega para provar que os músicos têm toda essa energia, quem sabe não é oriunda da Usina Nuclear já mencionada?!?!
Como um todo, o trabalho não tem nada de original, mas não deixa de ser agradável e os amantes dos bumbos duplos devem dar uma conferida pois os encontrarão do inicio ao fim com muita propriedade.
Formação:
Jenick D. Lenkoff - vocal
W. Angel – guitarra
Alexander Zakharoff – guitarra
Alexander "KoSa" Kovalevsky – baixo
Sergei "At The Gates" Balalayev – Bateria
Timo Tolkki - Convidado, solo em "Ancient Winds"
Conquest – Endless Power
(2000 – Musical Hall)
1. Motherland (Overture) (02:50)
2. I've Seen You in My Dreams (03:58)
3. I'm Flying Back (04:15)
4. Angry Angel (04:19)
5. Winter Has Come (05:19)
6. Ancient Winds (03:46)
7. This World Law (05:26)
8. Before It's Done (03:24)
9. I Wanna Be with You (05:42)
10. The Last Sphinx (05:03)
11. Rock'n'Roll To Death (03:38)
12. Destiny (04:53)
13. Endless Power (05:06)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nem Robert Plant se atreve: a música que ele diz não conseguir cantar de jeito nenhum
O melhor baixista da história do heavy metal, segundo o Loudwire
A música que Brian Johnson chamou de uma das melhores do rock: "Tão bonita e honesta"
O único verso de "Bete Balanço", do Barão Vermelho, ainda sem explicação até hoje
Pink Floyd é homenageado em nova espécie de peixe raro descoberta por pesquisadores brasileiros
Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
A melhor música do primeiro disco do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Veja vídeo inédito de alta qualidade do Angra com Andre Matos ao vivo em 1999 na França
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
O filme de guerra que inspirou uma das maiores músicas do Metallica de todos os tempos
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 1970, segundo o Loudwire
O melhor e o pior disco do Sepultura, de acordo com a Metal Hammer
Quem é maior no Brasil: Kiss ou AC/DC? Regis Tadeu responde e explica por quê
Os dois nomes citados por Cornell ao assumir que odiava rockstars arrogantes ou inacessíveis
"Eu tenho a força!" Brian May (Queen) trabalhou na trilha de novo filme do He-Man


Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"


