Dark Tranquillity: referências a tudo já feito
Resenha - Fiction - Dark Tranquillity
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 09 de dezembro de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Não são muitas as bandas que se tornam pioneiras em algum estilo musical e lançam álbuns bem-sucedidos por quase duas décadas. O Dark Tranquillity está no seleto rol destes vitoriosos, tanto que "Fiction" é, segundo o próprio grupo, mais uma amostra da busca pelo constante refinamento de seu Death Metal Melódico, com todo o cuidado de se manter próximo de sua proposta.
Dark Tranquillity - Mais Novidades

Mas, considerando a história dos suecos, realmente não há muito que aperfeiçoar ou refinar em seu estilo... Ou se há, não foi desta vez que conseguiram apresentar mudanças drásticas, tanto que o resultado de "Fiction" traz referências de praticamente tudo o que já foi feito em seus álbuns anteriores. E isto não é de forma alguma algo negativo, pois estas novas canções mostram que a banda continua com a inspiração em alta ao elaborar seu híbrido agressivo e melódico, que vêm arrebatando respeito até mesmo entre os que não vêem o gênero com bons olhos.
Bastante complexo, os elementos responsáveis pela força deste álbum novamente são o trabalho intrincado das guitarras e, como sempre, a incrível atuação de Mikael Stanne, que inclusive colocou linhas vocais limpas, algo que vinha evitando há vários anos. Embora quase sempre em segundo plano, os teclados e efeitos eletrônicos estão mais evidentes, aumentando ainda mais a sensação de modernidade que a banda já vem transmitindo há tempos.

"Fiction" também pode ser considerado como um disco que apresenta idéias (quase) diversificadas para os arranjos e, consequentemente, procura montar uma seqüência dinâmica de canções. Neste esquema, os momentos marcantes ficam por conta das velozes em "The Lesser Faith" e "Terminus (Death Where Is Most Alive)", com teclados muito bem encaixados; a melancólica "Icipher" e as intensas atmosferas de "Inside a Particle Storm". As tais vozes limpas de Stanne aparecem de forma quase gótica em "Misery's Crown" e funcionam ainda melhor em "The Mundane And The Magic", agora também com a presença convincente de Nell Sigland (Theatre Of Tragedy).
Considerando que, entre os pioneiros do Death Metal Melódico, o In Flames é uma sombra do que um dia já foi e o At The Gates encerrou suas atividades (até deu origem ao The Haunted, mas este também deu uma boa reorientada em sua música)... Bom, só sobrou o velho Dark Tranquillity a continuar firme e forte em seu estilo, liberando músicas com sutis temperos – nada de se reinventar – que apenas melhoram a apreciação do produto.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Indicadíssimo, ainda mais que está sendo liberado oficialmente no Brasil!
Formação:
Mikael Stanne - voz
Niklas Sundin - guitarra
Michael Niklasson - guitarra
Martin Henriksson - baixo
Martin Brandstrom - teclados
Anders Jivarp - bateria
Dark Tranquillity - Fiction
(2007 - Century Media / Hellion Records - nacional)
01. Nothing To No One
02. The Lesser Faith
03. Terminus (Where Death Is Most Alive)
04. Blind At Heart
05. Icipher
06. Inside The Particle Storm
07. Empty Me
08. Misery’s Crown
09. Focus Shift
10. The Mundane And The Magic
Homepage: www.darktranquillity.com

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Regis Tadeu e o álbum que salvou o Rush da ruína; "um ato de insurgência artística"
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
Bob Dylan e o dueto mais sem química da história do rock: "Confuso e sem impacto"
Andy La Rocque joga responsabilidade de atraso em novo álbum para King Diamond
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A música da década de 1950 que David Gilmour chamou de perfeita: "É pura magia"
Diretor de documentário oficial do Judas Priest explica exclusão de Ripper Owens do filme
A dificuldade de incluir K.K. Downing em documentário do Judas Priest
Motorhead: a opinião de Lemmy sobre Viagra, Hendrix e velhice
Janick Gers: descartável ou essencial ao Iron Maiden?
Telefone Sem Fio: Quatro histórias que separam o Deep Purple de Milionário & José Rico
Bandas de melodic death metal serão homenageadas pela Orquestra Sinfônica de Gotemburgo
Mikael Stanne relaciona a existência do Dark Tranquillity e do In Flames a Tomas Lindberg
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

