Dark Tranquillity: álbum fundamental em nova edição

Resenha - Gallery (Deluxe version) - Dark Tranquillity

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Por Maurício Dehò
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Na série de relançamentos do Dark Tranquillity, “The Gallery” é mais um álbum a aparecer para os brasileiros no formato deluxe. Além de uma arte gráfica mais caprichada, quem ainda não tem o segundo álbum de uma das bandas mais notórias do Death Metal Melódico, nascido em Gotemburgo (SUE), pode conferir quatro faixas bônus. Desta vez, a escolha foi por cinco covers.
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Por ser o segundo álbum do grupo e pela qualidade alcançada, pode-se dizer que “The Gallery” é uma peça fundamental que ajudou a montar a história do Dark Tranquillity, chegando aos tempos atuais – a banda já está em seu oitavo registro de estúdio, com “Fiction”, lançado em abril deste ano. E isso é fato, levando em conta também a entrada do vocalista Mikael Stanne, que era até então guitarrista e fez um grande trabalho entrando no lugar de Anders Fridén, hoje no In Flames, outro banda símbolo no Death Melódico.

Por sinal, Stanne chegou a gravar com o In Flames, como músico de estúdio, e ainda foi o vocalista original do Hammerfall. Completaram a banda, naquele momento, o novato Fredrik Johansson (guitarra), Niklas Sudin (guitarra), Martin Henriksson (baixo e violão) e Anders Jivarp (bateria).

Uma das grandes diferenças para o debut “Skydancer”, além do amadurecimento da banda, refletido na parte de composição, foi a produção de Fredrik Nordström. Enquanto “Skydancer” apresenta um som primitivo, se bem que já dando uma idéia do que seria o futuro do grupo sueco, “The Gallery” mostra uma banda pronta para obter respeito na cena mundial. Lembrando que, na mesma época, o At the Gates lançava “Slaughter of the Soul” e o In Flames, "The Jester Race”, isto é, a cena sueca estava realmente pegando fogo.

Entre as faixas, destaque para algumas como “Punish My Heaven”, uma das que passou pelo teste do tempo e segue sendo tocada pelo grupo. A música abre o disco com tudo: intro na bateria, passagens melódicas e velozes de guitarra e Stanne mostrando linhas criativas para seus berros, esbanjando agressividade. E ainda um baita refrão e partes mais lentas, com violões, para completar o serviço. “Edenbridge” também segue nesta linha, com muitas variações e o baixão de Henriksson aparecendo bastante. Já “Lethe” é mais misteriosa, iniciada no baixo, e depois tem passagens melancólicas. Mas este são só alguns dos bons momentos.

Quantos às bônus o destaque é para “22 Acacia Avenue”, originalmente do Iron Maiden, que levou aquela roupagem mais pesada (incrível como músicas do Iron ficam legais neste tipo de formato). “My Friend of Misery”, faixa menos conhecida do Metallica, também ganha uma versão muito boa, além de “Lady in Black” (Mercyful Fate), e o Thrash de “Sacred Reich”, da banda homônima, e do Kreator em “Bringer of Torture”.

Resumindo, “The Gallery” traz o Dark Tranquillity em ótima forma e numa performance bastante pesada – “The Mind’s I”, disco subseqüente, aposta mais nas melodias do que seu antecessor. Quem não teve contato com o álbum e curte Death Melódico, tem que “perder” estes 70 minutos!

Track List:
1. "Punish My Heaven" – 4:47
2. "Silence, and the Firmament Withdrew" – 2:36
3. "Edenspring" – 4:31
4. "The Dividing Line" – 5:01
5. "The Gallery" – 4:08
6. "The One Brooding Warning" – 4:14
7. "Midway through Infinity" – 3:30
8. "Lethe" – 4:43
9. "The Emptiness from Which I Fed" – 5:44
10. "Mine Is the Grandeur..." – 2:27
11. "...Of Melancholy Burning" – 6:14
12. "Bringer of Torture" (Kreator cover) – 3:14
13. "Sacred Reich" (Sacred Reich cover) – 2:19
14. "22 Acacia Avenue" (Iron Maiden cover) – 6:05
15. "Lady in Black" (Mercyful Fate cover) – 4:22
16. "My Friend of Misery" (Metallica cover) – 5:25

Formação:
Mikael Stanne − vocal
Niklas Sundin − guitarra
Fredrik Johansson − guitarra
Martin Henriksson − baixo
Anders Jivarp − bateria

Lançamento Nacional Rock Machine Records

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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