Genesis: momento marcante de excelentes músicos
Resenha - And Then There Were Three - Genesis
Por Ricardo Thomaz
Postado em 24 de novembro de 2007
Podemos chamar essa de uma obra de transição. O ano é 1978, e este é o disco que demonstra que o Genesis estava não só tentando se reinventar após ficar com três integrantes, mas também libertando-se de certas amarras pessoais. Após essa fase de transição haveria muitos outros momentos marcantes na carreira desses três competentes e excelentes músicos. É só ouvir "We Can't Dance" ou o maravilhoso "Duke" para comprovar.
Este, aliás, é o único disco em que o Genesis se recusou a escrever qualquer tentativa de um épico progressivo. Músicas mais curtas dariam o tom do álbum. O resultado é bem louvável, e o título do álbum bem condizente com o momento. Seria uma primeira tentativa do agora trio mostrar a todos que não precisavam mais viver nas amarras de seus dois ex-companheiros de banda.
O resultado é bem interessante. "Down and Out", rápida e dinâmica, abre o disco e já demonstra essa procura do grupo por uma nova identidade. A título de curiosidade, a letra desta música se dirige ao próprio Steve Hackett. Sim, foi o Genesis que começou com essa mania de um grupo falar de algo referente a um ex-membro em uma nova música. Eles já tinham feito isso no excelente álbum "A Trick of the Tail", o primeiro da banda sem Peter Gabriel. "Undertow", assim como "Snowbound" ainda contém resquícios da era quarteto do grupo. "Ballad of Big" também mostra pequenos resquícios, porém de sua outra encarnação como quinteto, já demonstrando novidades sonoras.
"Burning Rope" talvez seja a única que se aproxime de uma tentativa de música longa, tendo aproximadamente 7 minutos. Outra interessante mudança de rumo sonoro está em "Deep in the Motherlode" e a divertida "The Lady Lies". As belas "Many too Many" e "Say It's Alright Joe" também dão uma passeada ainda no romantismo do Genesis quarteto. "Scenes From A Nights Dream" é outra que mostra novidades no som da banda. E o álbum finaliza com o que viria a ser o primeiro grande hit radiofônico da banda, "Follow You, Follow Me". Este, em particular, seria um pequeno grande aviso de que haveria um novo ingrediente no som do Genesis a partir daquele momento. Um belo momento em que os membros do Genesis descobrem outra fórmula de sucesso em seu som, atraindo a partir de então, grandes audiências para seus shows.
Um bom disco, mas que ainda só mostraria um pouco do grande potencial que a banda, nesta nova fase de sua carreira, viria a desenvolver, já assumindo essa nova identidade em seu próximo lançamento, "Duke", essa sim, uma as grandes obras desse período do grupo.
Outras resenhas de And Then There Were Three - Genesis
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Com quase 200 atrações, festival Louder Than Life confirma lineup para 2026
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
Iron Maiden anuncia o documentário "Burning Ambition", celebrando seus 50 anos
A banda que o Metallica disse nunca mais querer levar para a estrada de novo
10 músicas de rock que os próprios artistas preferem esquecer, além de um álbum inteiro
Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
As 5 músicas do Guns N' Roses que melhor mostram o alcance vocal de Axl Rose
Iron Maiden - A melhor música de "Brave New World", segundo o Heavy Consequence
O álbum que define o heavy metal, na opinião do vocalista do Opeth
O melhor álbum do Judas Priest, de acordo com o Loudwire
O maior disco da história do punk, segundo a Rolling Stone
O guitarrista que Eddie Van Halen sempre quis soar igual; "Ele é um verdadeiro artista"
Rush está ensaiando cerca de 40 músicas para sua próxima turnê
Pacote VIP para show do Rush custa mais de 14 mil reais
O álbum do Judas Priest que Mikael Åkerfeldt considera subestimado
A sensação desconfortável que Renan Zonta sentiu ao gravar com Boça (Hermes & Renato)
Kiko Loureiro: a música que ele mais sofreu para aprender a tocar na guitarra
Os dois guitarristas que Bob Dylan diz que tocaram suas músicas melhor que ele mesmo




A pior música do Genesis para Phil Collins, segundo o próprio cantor e baterista
A gigante banda de prog onde Phil Collins quase ingressou; "fui ver eles um monte de vezes"
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
"Sem tempo, irmão!"; as clássicas bandas que Phil Collins ignorou completamente na época
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



