Six Feet Under: queda pelo tradicional novamente presente

Resenha - Commandment - Six Feet Under

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Por Maurício Dehò
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Chegando ao seu sétimo álbum de estúdio, o Six Feet Under, banda do eterno “ex-vocalista do Cannibal Corpse” Chris Barnes, apresenta em “Commandment” mais uma vez aquele Death com pitadas de Tradicional e seu inconfundível vocal “from hell”.
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Depois do pesadão e rápido “13”, lançado em 2005, Barnes, que está acompanhado de Steve Swanson (guitarra), Terry Butler (baixo, ex-DEATH) e Greg Gall (bateria), parece ter apostado ainda mais em riffs mais grooveados. É uma forma de fugir daquela característica do Death de se basear muito na velocidade e nos blast beats (o que é até uma imagem comum do estilo atualmente, vide bandas como Krisiun, Behemoth, Nile - e isso não é uma crítica!). E, para quem curte o Death das antigas, de bandas como Obituary e outras do estilo, o Six Feet Under acaba sendo um prato cheio, uma volta no tempo.

Apesar de curto (cerca de 35 minutos), algumas idéias ou faixas parecem ser um pouco repetitivas, mas, no geral, “Commandment” deve agradar aos fãs do SFU. Com uma levada bem simples, “Doomsday” abre o play mostrando aquele gutural podrão feito por Barnes (melhor palavra que já li, usada para definir sua voz!). O próprio vocalista ficou a cargo da produção e preferiu algo bem na cara, bem claro. Alguns podem reclamar desse fator, já que uma produção mais suja pode favorecer o lado mais Death da coisa, mas o resultado não decepciona.

Para as faixas, o quarteto pisou um pouco no freio, com composições mais lentas, comparadas ao “13”, músicas menos brutais, como se ouviu na época de Cannibal. E se a queda pelo mais Tradicional (uma das paixões de Barnes, que ficou clara com a dupla de CDs de cover, "Graveyard Classics", de 2000 e 2004) é uma constante, ela está mais uma vez presente. Exemplo disso são faixas como “Ressurection of the Rotten”, com um baita refrão. Ou ainda os riffs precisos de Swanson, em “Thou Shall Kill”. Mas vale lembrar que a brutalidade não desaparece, pelo contrário como em faixas mais pesadas, tipo “Zombie Executioner”, uma das melhores.

Claro que as letras seguem com aquela tradicional violência, apesar de que na época do Cannibal Corpse (quem escrevia era Barnes), as coisas descambavam ainda mais para qualquer coisa nojenta envolvendo sexo e defuntos. A capa também é bastante marcante.

Após sete álbuns, é possível dizer que Barnes venceu o estigma de antigo membro do Cannibal Corpse, apesar de que seus fãs nunca esquecerão este aspecto. Com a qualidade do SFU em seus cerca de 15 anos de existência, aquela imagem já não é tão forte e a qualidade só aumentou, ainda mais neste “Commandment”. Vale ouvir. E, de preferência, com o som no talo.

Track List:
1. Doomsday - 3:48
2. Thou Shall Kill - 3:07
3. Zombie Executioner - 2:52
4. The Edge Of The Hatchet - 3:55
5. Bled To Death - 3:17
6. Resurrection Of The Rotten - 2:55
7. As The Blade Turns - 3:33
8. The Evil Eye - 3:26
9. In A Vacant Grave - 3:35
10. Ghosts Of The Undead - 3:58

Formação:
Chris Barnes – vocal
Steve Swanson – guitarra
Terry Butler – baixo
Greg Gall – bateria

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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