Silverchair: arranjos complexos e elaborados
Resenha - Young Modern - Silverchair
Por Giorlan Moraes
Postado em 20 de agosto de 2007
Foram exatamente cinco anos de espera entre o maravilhoso "Diorama" - de 2002 - e o mais novo albúm dos australianos do Silverchair, intitulado "Young Modern", lançado este ano.
Ao contrário do que propõe o título do CD ("Young Modern" quer dizer "Jovem Guarda"), as onze faixas poderiam muito bem ter saído do primeiro disco solo de George Harrison, "All Things Must Pass", de 1970 - ou ainda de "Band On The Run", de Sir Paul McCartney.
A presença de orquestras e corais são elementos que estão inseridos em praticamente todo o disco, e que dão a tonalidade do nível em que o Silverchair se encontra. A prova disso está em faixas como "If You Keep Losing Sleep"; "The Man That Knew Too Much" (qualquer semelhança com os corais de "Simpathy For The Devil", dos Stones, é mera coincidência); "Mind Reader"; e "All Across The World", o que reforça ainda mais a tese de que o Silverchair não é mais uma banda para todos os ouvidos. Se engana, portanto, quem pensa que encontrará melodias assobiáveis como a de "Miss You Love", ou riffs destruidores como os de "Israel Son". Ao contrário, quem se dispor a conhecer "Young Modern" ouvirá um Silverchair ainda mais maduro e com músicas de arranjos complexos e elaborados.
A primeira tiragem do albúm traz um DVD contendo o making of de "Young Modern" - dividido em cinco partes - e o clipe do primeiro single, "Straight Lines".
Ao final de tudo, fica uma pergunta que não quer calar: será que teremos de esperar outros cincos anos pela próxima obra de arte do Silverchair?
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