Camouflage: na fonte do Depeche Mode

Resenha - Relocated - Camouflage

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O Depeche Mode, além de ser uma das maiores bandas dos anos oitenta, talvez seja a mais influente daquela época. Toda essa nova onda eletro, darkwave, EBM, tão em voga na Europa atualmente, bebe diretamente no som dos ingleses. Os veteranos alemães do Camouflage não fogem à regra.
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Ainda que a banda tenha iniciado suas atividades em 1983, ou seja, mais ou menos na mesma época do Depeche Mode (que foi fundado em 1979), a carreira do Camouflage possui duas fases distintas. Na primeira, o grupo lançou cinco álbuns (“Voices & Images” em 1988, “Methods Of Silence” em 1989, “Meanwhile” em 1991, “Bodega Bohemia” em 1993 e “Spice Crackers” em 1995), e, após a saída do tecladista Oliver Kreyssig, fez uma pausa.

Depois de um hiato de oito anos, Kreyssig retornou ao Camouflage, e a banda voltou a lançar um álbum com músicas inéditas em 2003, o aclamado “Sensor”. “Relocated” é, portanto, o segundo trabalho desta nova fase, e apresenta em suas quatorze faixas um som que bebe fartamente no synth pop dos anos oitenta (de nomes como New Order e Information Society, apesar de a influência mais evidente continuar sendo o Depeche Mode), atualizando-o para uma nova geração de ouvintes.

O ritmo das canções é mais lento, e não tem nada a ver com aqueles bate-escadas rapidíssimos em que a música eletrônica se transformou da segunda metade da década de noventa em diante. O Camouflage, como bom remanescente dos anos oitenta, aposta mais nas melodias, nas camas de teclados e no clima das canções do que na rapidez das batidas. O resultado é um som que possui uma clara atomosfera dark e eventuais elementos industriais, evidenciados ainda mais pelo timbre grave do vocalista Marcus Meyn.

Como destaque, chamam a atenção faixas como “The Perfect Key”, o single “Motif Sky”, “The Pleasure Remains” (cuja estrutura lembra o Pet Shop Boys) e a abertura, com a grudenta “We Are Lovers” (onde a influência do Depeche fica escancarada).

Um álbum indicado não apenas para saudosistas oitentistas, mas também para quem curte um som eletrônico repleto de nuances e feito com muito talento.

Faixas:
1. Memory
2. We Are Lovers
3. Motif Sky
4. Real Thing
5. Passing By
6. Confusion
7. The Perfect Key
8. Stream
9. Dreaming
10. The Pleasure Remains
11. Bitter Taste
12. Something Wrong
13. Light
14. How Do You Feel?

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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