Resenha - Lady Macbeth - Lana Lane
Por Ricardo Seelig
Postado em 03 de março de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Apesar de já possuir uma razoável carreira, Lana Lane ainda permanece desconhecida por grande parte do público brasileiro. Fora das rodas metálicas, o máximo que a pronúncia de seu nome pode suscitar são comentários do tipo "não, eu não assisto Smallville".

Qualidade para romper esta barreira não falta. Seu novo álbum, "Lady Macbeth", é mais uma prova disso. Contando novamente com uma banda de respeito, onde se destacam o tecladista Erik Norlander e o guitarrista Peer Verschuren, Lana nos entrega um trabalho de fácil audição e assimilação.
Os caminhos do metal melódico se entrelaçam com os do prog na abertura, com a rápida "The Dream That Never Ends". De um bom gosto exemplar, cativa até aqueles ouvintes já sem paciência de ouvir qualquer coisa no estilo. A voz de Lana alia potência e melodia, encaixando-se perfeitamente ao excelente instrumental. Outro destaque é o pegajoso refrão, que faz você cantá-lo horas depois, mesmo sem perceber.
A sonoridade do CD lembra bastante a dos álbuns do Ayreon, em grande parte pela participação marcante do tecladista Norlander, também produtor. O ar clássico dos timbres utilizados na mixagem contribui, e muito, para a audição do trabalho. O peso e as melodias se entrelaçam com muito feeling, tornando cada faixa uma experiência diferente.
A cadenciada "Someone To Belive" é mais um destaque, assim como a pesada "Summon The Devil" e a rápida "Keeper Of The Flame". A grande quantidade de baladas e canções repletas de climas pode incomodar os ouvintes menos experientes, mas recompensa, e muito, aqueles que despendem uma maior atenção ao trabalho, degustando-o faixa a faixa.
"Lady Macbeth" é um álbum bem linear, ainda que uma ou outra faixa se destaque um pouco mais. Um trabalho maduro, de uma artista que merecia um reconhecimento muito maior não só da mídia especializada, mas de todo o mercado musical.
A edição nacional lançada pela Hellion vem com um longo encarte de vinte páginas com letras, fotos e um texto introdutório do tecladista e produtor Erik Norlander, além de um vídeo para "Someone To Believe".
Um ótimo álbum não só para quem curte música pesada, mas, principalmente, para quem gosta de um som sem compromisso com rótulos e repleto de qualidade.
Faixas:
01. The Dream That Never Ends
02. Someone To Believe
03. Our Time Now
04. Summon The Devil
05. No Tomorrow
06. Shine On Golden Sun
07. The Vision
08. Keeper Of The Flame
09. We Had The World
10. Dunsinane Walls
Outras resenhas de Lady Macbeth - Lana Lane
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Masters of Voices, que reúne Edu Falaschi e Tim Ripper, anuncia tour sul-americana
O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Graham Bonnet e Bruce Dickinson aparecem juntos gravando videoclipe; confira a foto
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
A banda que tinha música, tinha talento... mas não tinha o "pacote" do Led Zeppelin
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
A banda que Joey Ramone disse que mais o inspirava; "Uma experiência de corpo e mente"
Gary Holt, do Exodus, celebra 1.700 dias de sobriedade
Zakk Wylde e David Gilmour discordam sobre o que poderia ter estragado "Dark Side"
O álbum gigante dos anos 1970 que só não agradeceu a traficante por que ele foi morto
A música subestimada do Metallica que Lars diz ser um enrosco pra tocar ao vivo
O disco clássico que fez Steve Vai começar a tocar guitarra
O artista que foi o melhor amigo de todos os tempos de Eddie Vedder, segundo o próprio
A mulher que inspirou Lennon e McCartney, e fez sucesso no Rock in Rio sem cantar uma nota
O álbum do Iron Maiden considerado por Bruce Dickinson fraco e por Steve Harris forte


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



