Resenha - Dragonland - Starfall
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 27 de fevereiro de 2006
Nota: 6 ![]()
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A banda sueca Dragonland chega ao seu terceiro lançamento, o primeiro via Century Media Records. Eu não queria ser tão chato e já começar a falar mal da banda logo de cara, mas não há outra escolha. Não é possível, não é aceitável que gravadoras (e bandas, principalmente) continuem investindo em idéias tão desgastadas como o power metal, sem a intenção de trazer alguma novidade. E é dando 'play' neste "Starfall" que comprovamos, desde o início, que o Dragonland veio apenas para copiar, e não para tentar conseguir o seu espaço por méritos próprios.

Por mais que a banda queira, por mais que a banda seja equilibrada e competente, não é possível ficar muito tempo ouvindo esse CD sem ter a sensação de já tê-lo escutado alguma vez, com alguma outra banda. Se algo desse porte não for de fácil percepção, pelo menos as influências de Sonata Arctica e Evergrey ficam mais do que evidentes desde a primeira composição. Tão evidentes que quem assinou a produção foi T.S. Englund, líder e cabeça do Evergrey. Mas voltando a falar do Dragonland, instrumentalmente a banda se mostrou capaz de fazer algo realmente grandioso, o que eu iria admirar muito em poder conhecer, um dia, se a banda optasse por tal idéia. Nicklas Magnusson e Olof Morck se comportam muito bem durante todo o disco nas suas guitarras, assim como o tecladista Elias Holmlid e o baterista Jesse Lindskog - todos eles músicos de destaque. Porém, o que quase põe todo o trabalho a cair é a 'performance' do vocalista Jonas Heidgert, que apesar de não insistir com agudos e melodias extravagantes, acaba ficando longe de uma apresentação destacável. Apenas considero o seu timbre não o melhor para o estilo.
Algumas músicas podem até chamar a atenção em uma primeira audição, mas pouco se passa disso comparando entre si todas as faixas do CD. Nele estão as rápidas "As Madness Took Me", "Starfall", por exemplo. São legais, sim, mas soam totalmente descartáveis perante ao que o mundo do metal vive hoje. E se por algum motivo os fãs do Evergrey estiverem curiosos para conhecer o trabalho de um ídolo como produtor, faixas como "In Perfect Harmony" e "The Returning" tem características marcantes do progressivo e agressividade desse nome já consagrado na Suécia.
Enfim, o problema do Dragonland são mesmo as suas composições, já que o grupo comprova com bastante eficácia que de heavy metal ele entende, na teoria. Mas eu repito, se a banda não investir em uma personalidade própria, se a banda não tentar criar algo diferente ou inusitado dentro do power metal e do metal melódico, seu espaço certamente nunca será tão grande quanto à ambição desses suecos.
Site oficial: www.dragonland.se
Line-up:
Jonas Heidgert (vocal);
Nicklas Magnusson (guitarra);
Olof Morck (guitarra);
Christer Pedersen (baixo);
Elias Holmlid (teclado);
Jesse Lindskog (bateria).
Track-list:
01. As Madness Took Me
02. Starfall
03. Calling My Name
04. In Perfect Harmony
05. The Dream Seeker
06. The Shores of Our Land
07. The Returning
08. To The End of the World
09. The Book of Shadows I: A Story Yet Untold
10. The Book of Shadows II: The Curse of Qa'a
11. The Book of Shadows III: The Glendora Outbreak
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