Resenha - Cast Away - Visions of Atlantis
Por Ramiro F. Catelan
Postado em 20 de março de 2005
O que dizer do Visions of Atlantis? Eles melhoraram desde o seu debut ruim, "Eternal Endless Infinity"? Melhoraram, mas apenas um pouco. Antes Nicole Bogner tinha uma atuação muito razoável, de um agudo tenebroso. Agora, seu canto evoluiu consideravelmente, ficando mais parecido com o de Tarja Turunem (Nightwish), só que um pouco mais agradável.

O antigo vocal masculino saira, e fora substituido pelo jovem Mario Plank, que tem um timbre de voz bem legal, nada demais, mas me agradou bastante. É ele também quem escreve as letras das músicas, que largaram daquele clichê todo em volta da lenda de Atlantis, para tratar de sentimentos mais profundos.
Quanto ao instrumental, ele foi bastante melhorado, não é mais açucarada e cópia descarada do trabalho do Edenbridge ou do Nightwish. Agora eles são uma banda do que pode ser chamado Symphonic Metal. O som não é lá essas coisas em termos de peso, as músicas possuem uns riffs legais, como em "Send me a Light" e "Cast Away", que são os destaques do álbum, junto com a bela balada "Winternight". O álbum tem boas passagens de teclado e orquestrações, e algum flerte com o eletrônico, como podemos perceber de leve em "Lost" e "Pharaoh’s Repentance". O baixo de Mike Coren aparece razoavelmente no início e no desenrolar das músicas, nada muito pesado, mas é legal. A bateria é uma bateria de rock, nem muito rápida, nem muito lenta, razoável também (como há coisas razoáveis neste álbum!). Os solos de guitarra aparecem com frequência nas músicas, são simples e rápidos, apenas um complemento das músicas. Em "Realm of Fantasy", temos um magnífico solo de guitarra feito por Emppu do Nightwish, sendo um destaque do álbum. Em "State of Suspense" Alex Krull (Atrocity, Leaves’ Eyes) faz uma pequena porém muito boa participação, narrando algumas frases.
Enfim, é um bom álbum, mas poderia ser melhor, mais ousado, criativo. Bom, pelo menos o Visions of Atlantis deixou de ser uma banda clichê e copiadora. Agora, eles têm apenas ‘influências’ de Nightwish, e não mais de Edenbridge. Falta colocar mais peso e feeling nas músicas. O próximo álbum não pode vir nesta mesma linha!
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