Resenha - Lovelorn - Leaves' Eyes
Por Thiago Sarkis
Postado em 29 de dezembro de 2004
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se tem alguma coisa que Liv Kristine nunca pode reclamar, certamente falamos das bandas que acompanharam-na. Sua voz sempre esteve em realce. Primeiro no Theatre Of Tragedy e agora com o Leaves’ Eyes, novo projeto constituído basicamente pela cantora e todo o Atrocity.
"Lovelorn" apresenta o conjunto desempenhando um eficiente metal gótico, de estruturas bem caracterizadas. Instrumentos com ótimos timbres abrindo campo para a voz angelical de Liv, e a mente criativa de seu marido, Alex Krull.
O encontro dos vocais suaves com os guturais, um dos pontos altos na carreira do ex-grupo da norueguesa, são agora revividos pelo casal. Logo de início o embate traz aquela lembrança do Theatre Of Tragedy de "Velvet Darkness They Fear" (1996). Quando há menos agressividade depositada, "Aegis" (1998) surge claramente. Enfim, é como se depois de seis anos engendrando-se pela música eletrônica, Liv Kristine estivesse de volta à velha casa. Porém, com algumas diferenças.
O experimentalismo e as fortes influências oitentistas que incidem sobre o Atrocity, reluzem aqui também. É o que distingue essencialmente o Leaves’ Eyes. Contudo, a exploração destes elementos pode ser aprimorada, em especial por parte da vocalista. Falta um tato maior com essa linha musical, nada que o tempo e os discos não possibilitem.
É interessante checar também como outras referências já estão perfeitamente introjetadas por Liv Kristine e seus companheiros. Enya, por exemplo. E tudo num esquema ‘metálico’, mais pesado.
Por vezes é maçante a evolução das composições. É raro que surja um inesperado como o solo de guitarra em "Return To Life". As sonoridades folk também ficam na medida do razoável, ausentando-se grandes incursões, exceto pela ótima "Norwegian Lovesong".
O Leaves’ Eyes começa com um vasto leque de idéias pedindo por exploração mais a fundo. Os integrantes quase não arriscaram e fizeram um básico bonito. De outro lado, repetir a receita num próximo CD seria um erro. A audição seqüente do disco deixa claro que a fórmula se desgasta facilmente. Foi bom, mas é necessário mudar e há muito o que melhorar.
Site Oficial – http://www.leaveseyes.com
Liv Kristine Espenæs (Vocais)
Alex Krull (Vocais)
Mathias Roderer (Guitarras)
Thorsten Bauer (Guitarras)
Chris Lukhaup (Baixo)
Martin Schmidt (Bateria)
Material cedido por:
Hellion Records – http://www.hellionrecords.com
Rua 24 de Maio, 62 – Lojas 280 / 282 / 308 – Centro.
São Paulo – SP – BRASIL
CEP: 01041-900
Tel: (11) 5083-2727 / 5083-9797 / 5539-7415
Fax: (11) 5549-0083
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Folha cita "barriga enorme" de Brian Johnson em resenha sobre show do AC/DC em SP
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
As 5 músicas do Guns N' Roses que melhor mostram o alcance vocal de Axl Rose
Alex Lifeson diz que Anika "virou a chave" nos ensaios do Rush; "No quinto dia, ela cravou"
Tobias Sammet celebra 34 anos do Edguy em postagem online
Segurança de Bob Dylan revela hábitos inusitados do cantor nas madrugadas brasileiras
Show do AC/DC no Brasil é elogiado em resenha do G1; "A espera valeu a pena"
A música do Metallica que James Hetfield achou fraca demais; "Tá maluco? Que porra é essa?"
O músico que Sammy Hagar queria dar um soco na cara: "O que acha que vou fazer?"
O pior disco do Megadeth, segundo a revista Metal Edge
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
James e Lars, do Metallica, escolhem as duas maiores bandas de todos os tempos
O hit dos Beatles cuja letra o pai de Paul McCartney queria mudar
A banda que viciou Eric Clapton na época do Cream: "Virou minha droga"


"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



