Resenha - Neural - Reação em Cadeia
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 29 de outubro de 2004
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Lançado em 2002 pelo selo underground Antídoto, a banda gaúcha Reação em Cadeia fez do disco "Neural" um marco na sua carreira. Um marco por se tratar do seu primeiro disco, um marco por com ele receber diversas críticas positivas de toda a mídia do Rio Grande do Sul, fazendo da banda um dos nomes mais influentes do rock sulista. Vinda de Novo Hamburgo (RS), Jonathan Corrêa (vocal e guitarra), Daniel Jeffman (guitarra), Márcio Abreu (baixo) e Nico Ventre (bateria) executam um rock ríspido, com forte influência de bandas como Pearl Jam, Creed, Nirvana e até The Calling, porém sem perder o quê de hard rock.

O grande diferencial da banda, sem sombras de dúvidas é as letras. Com temas que refletem conflitos emotivos e experiências vividas e retratadas por Jonathan Corrêa, as mesmas fazem do trabalho do Reação em Cadeia algo para se prestar atenção e até refletir por um pequeno momento. Musicalmente falando, estas letras bem boladas estão plenamente de acordo com as bases musicais criadas pelo próprio Jonathan (sim, o único compositor da banda). Um rock ríspido é verdade, com a presença de muitos riffs, guitarras pesadas, mas também com melodias, um toque melancólico e muitas músicas cadenciadas. Isto, propositalmente ou não, se encaixam de uma forma muito agradável para quem colocar este CD para tocar. Músicas marcantes, isto mesmo. E variadas ao longo do material. Não dá para negar as qualidades de Jonathan como compositor, e também como vocalista, principalmente. Contudo, acho que toda a banda está de parabéns pelo que conseguiu fazer aqui neste "Neural".
Vamos às músicas, oras. "Infierno" abre o álbum, uma música pesada com um refrão bem marcante, aquela faixa que estará presente em todos os shows da banda, obviamente. Aquela típica música que depois de ouvir uma vez, sem se importar com o restante do álbum, o ouvinte é praticamente instruído a ouvi-la novamente, na seqüência. "Eu não Pertenço a Você" é menos pesada que a anterior, porém mais direta, mas com uma cara puramente rock, outro destaque do material. "Tão Longe" é aquela típica música mais cadenciada, não uma balada, mas cadenciada. Pois é, a sensação que dá é que o disco é composto apenas por destaques, ainda mais quando esbarramos na bela balada "Espero", e a cadenciada "Me Odeie", o carro-chefe deste disco. Uma balada introspectiva com bonitas melodias, algo de praxe a se tratar do Reação em Cadeia. Depois de outra música mais cadenciada, "Neurose"; "Letargia" retoma o pique do início do disco, com uma faixa forte, pesada e até com certa dose de agressão no modo de cantar, por parte de Jonathan. Uma faixa muito interessante, diferente do habitual. Após, o disco volta a contar com músicas mais cadenciadas como "Desespero" e "Ao Tempo", por exemplo. Outro grande destaque do álbum é "Até Parar de Bater", que permite concluir que a banda é muito capaz tanto de criar músicas cadenciadas de qualidade como estas mais pesadas. Fechando, "Um Dia", uma balada acústica marcante (mais uma?! Sim mais uma!) e uma faixa escondida (também chamada "Neural"), pesada...
Pela resenha fica claro que a Reação em Cadeia é uma banda nova, mas uma revelação a se tratar de rock nacional. Com um constante espaço, não apenas no Rio Grande do Sul (onde a banda já tem o seu nome muito forte, diversas execuções em rádio e um grande legado de fãs), a banda tem tudo para aparecer (e agradar) em todo o Brasil. "Neural", o primeiro disco, comprova isto. E você, pode comprovar, basta conferir o som dos caras.
Site oficial: www.reacaoemcadeia.com
Line-up:
Jonathan Corrêa (vocal/guitarra);
Daniel Jeffman (guitarra);
Márcio Abreu (baixo);
Nico Ventre (bateria).
Track-list:
01. Infierno
02. Eu não Pertenço a Você
03. Tão Longe
04. Espero
05. Me Odeie
06. Neurose
07. Letargia
08. Desespero
09. Ao Tempo
10. Placenta
11. Fim do Dia
12. Até Parar de Bater
13. Um Dia
Tempo total: 57:59
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os dois clássicos do rock que Ian Anderson do Jethro Tull acha genéricos demais
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
Por que Angra não chamou Marco Antunes de volta, segundo Rafael Bittencourt
Os 5 melhores discos do Metallica, segundo o Classic Rock History
James Hetfield beija a noiva Adriana Gillett durante jogo do Las Vegas Raiders
A música do Guns N' Roses que nasceu diferente das outras, segundo Duff McKagan
Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
David Ellefson não faz mais parte da banda Dieth
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May

O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível


