Resenha - Think Tank - Blur
Por André Melo
Postado em 27 de setembro de 2004
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
(Virgin - nacional)
Aqui está um disco complicado. Confesso que depois de ouvir Think Tank pela primeira vez tive uma enorme vontade de jogá-lo pela janela, mas à medida que fui escutando mais vezes meu conceito foi mudando, mesmo ficando irritado em algumas audições e em outras não entendendo o porquê da irritação anterior. Hoje vejo que o disco é tão inconstante quanto às minhas sensações nas diversas audições.
Blur - Mais Novidades
No início do trabalho, quem pulou fora do barco foi o guitarrista Graham Coxon. O engraçado é que, com a sua ausência, parece que a bateria e o baixo passaram a soar diferentes do que em álbuns anteriores, com linhas mais trabalhadas ou batidas mais quebradas e muitas mudanças de ritmo e fortes marcações. Fica a impressão de que a cozinha ganhou maior importância.
Para compor e gravar o disco, a banda foi até o Marrocos buscar inspiração, e muitos elementos, como melodias e instrumentos e até mesmo uma orquestra daquela região, podem ser encontrados aqui. Muita influência eletrônica também pode ser ouvida.
A primeira faixa, Ambulance, é uma das melhores e já mostra como será o disco. Parece que todas as canções seguem o esquema dela. A introdução é bem comprida, com os instrumentos e demais sonoridades entrando aos poucos. Lembra muito o Blur de outros discos, mas não é a mesma coisa. Out of Time é a típica balada de Damon Albarn somada a novos elementos sonoros. A seguir vem o hit Crazy Beat, faixa produzida por Norman Cook, mais conhecido como Fatboy Slim. Aqui a parte eletrônica é o ponto principal da música, mas o riff de guitarra é bem forte e marcante. Depois do agito vem Good Song, bela canção que mistura o que parece ser uma base eletrônica somada a um riff acústico.
Daí para frente o álbum parece cair de qualidade. Tudo tem a marca e a cara da banda, mas ela parece que exagera e acaba se perdendo em certas experimentações. Tudo bem, o Blur sempre foi uma banda que experimentou muito e se dava muito bem com isso, mas em Think Tank a história foi outra. O exemplo perfeito está em On the Way to the Club, com efeitos carregadíssimos e um ritmo inconstante, sem conseguir empolgar. Mas uma coisa é de se tirar o chapéu: mesmo em momentos como esses, o grupo consegue fazer refrãos contagiantes e expressivos.
O trabalho se arrasta por algumas canções mais discretas e sem vida, mesmo que com letras interessantes, como Caravan, que fala de solidão mostrando uma luz no fim do túnel. We've Got File On You, instrumental com muita força e grande influência marroquina, faz com que você se lembre de que o Blur é um dos melhores nomes da sua geração.
Mas como neste disco a felicidade dura pouco, os caras se perdem novamente em faixas como Jets e Gene By Gene, músicas novamente com o jeito da banda: refrãos ótimos, mas levadas instáveis. A última faixa, Battery in Your Leg, é a única que contou com a participação do ex-guitarrista Coxon. Se o Blur seguir o caminho que apontou aqui, talvez fique difícil imaginar que teremos grandes álbuns como Parklife (1994) e Blur (1997). Só nos resta torcer para que Think Tank seja apenas um pequeno lapso.
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
O álbum favorito de Angus Young da fase do AC/DC com Bon Scott
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Houve material gravado para 3º álbum do Judas Priest com Ripper Owens? Ele explica
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
O hit amargo em que John Lennon ataca um dos maiores vilões da história dos Beatles
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A música do Pearl Jam que teve o sentido da letra alterado pelos fãs
Red Hot Chili Peppers: A faixa que Anthony Kiedis odeia "a música, a letra e o vocal"
Como é o típico fã do Metallica, segundo James Hetfield
A sincera opinião de Bob Dylan sobre versão de Guns N' Roses de "Knockin' on Heaven's Door"


3 clássicos do rock cuja parte falada rouba a cena, segundo a American Songwriter



