Resenha - Once Upon Our Yesterdays - Cornerstone
Por Daniel Dutra
Postado em 05 de julho de 2004
Nota: 9 ![]()
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Não criar expectativas sempre evita decepções ou gera uma agradável surpresa. Felizmente, a última opção se encaixa perfeitamente em Once Upon Our Yesterdays, terceiro e mais recente trabalho do Cornerstone, banda liderada pelo vocalista Dougie White e o baixista/tecladista Steen Morgensen (ex-Royal Hunt) - e que conta ainda com o batera Allan Sørensen e o guitarrista Kasper Damgaard. Não que o disco anterior, Human Stain, seja dispensável. Pelo contrário, mas não faz nem sombra ao novo.

Mais do que um ótimo álbum, Once Upon Our Yesterdays é extremamente agradável aos ouvidos. Sem esconder a influência de Rainbow, mesmo porque White participou da última encarnação da banda de Ritchie Blackmore, o Cornerstone nos brinda com um hard rock mais pesado que o habitual, bem trabalhado e com belíssimas melodias vocais. É assim em When the Hammer Falls (com um solo de guitarra inspirado em Eddie Van Halen) e Passion to Warfare ou nas ótimas Welcome to Forever e Scream.
As quatro citadas acima já estão bem acima da média do que é feito no estilo hoje em dia, mas o restante do CD é de tirar o chapéu. Man Without Reason e Some Have Dreams são muito bonitas, a primeira com um inspirado trabalho de Damgaard e ótimo solo do convidado Peter Brander; a segunda com um hammond bem colocado por Morgensen. 21st Century Man, por sua vez, parece ter sido tirado do baú do Rainbow fase Graham Bonnet e Joe Lynn Turner - nada que se assemelhe às babas que este último gravou com o grupo, mas sim às canções mais rock'n'roll.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Apesar de estarmos diante de um trabalho uniforme, há sempre os destaques absolutos. End of the World foi enriquecida com as melodias escocesas e, de quebra, ganhou um belo solo de guitarra com teclados e a participação de Steffan Søgaard Sørensen no violino e no bratsch. Já Hour of Doom e a faixa-título são simplesmente excelentes e mostram quem individualmente mais brilha no grupo: White canta que é uma beleza! E imaginar que essa cara fez uma audição para o Iron Maiden e foi preterido porque Blaze Bayley era amiguinho de Steve Harris...
Once Upon Our Yestedays, faça-se o registro, tem um refrão que lembra The World is Not Enough, escrita e tocada pelo Garbage para ser o tema de "007 - O Mundo Não é o Bastante". Nada que desabone a música que dá nome ao disco. Bonita até dizer chega, ela ainda tem um White inspiradíssimo - sem querer desmerecer, aliás, o ótimo trabalho de Morgensen, Sørensen e Damgaard - e os backing vocals perfeitos de Anne Murillo e Gry Trampedach.
(Hellion - nacional)
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