Resenha - Nu-tech Cyber Sorcery - Psionic
Por Sílvio Costa
Postado em 30 de junho de 2004
Nota: 5 ![]()
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Misturar música pesada com pop não parece dar muito certo. É o caso deste trio norte-americano, eles afirmam praticar um tal de "cyber metal", que, na falta de uma referência mais adequada, pode ser descrito como algo entre o Convenant e a fase mais nova do Theatre of Tragedy, com alguns toques de música mais pop (leia-se: "dance music" e coisas assim) mas sem se aproximar muito de nenhum dos dois. O Psionic soube ser criativo e utilizar de elementos externos ao heavy metal para fazer a sua música sem que isto soasse apelativo ou descambasse de vez para o pop.

O conteúdo das letras reflete bem o que a banda pretende transmitir com seu som absolutamente irrotulável. O maior exemplo do que estou falando é a faixa-título. Parece que há uma certa resistência à "modernidade" que tira a alma de tudo. Nesses tempos em que é mais importante ganhar disco de ouro que fazer um trabalho duradouro, o Psionic procura expressar a perplexidade com a realidade tecnológica de modo criativo, criando uma certa ambiguidade neste sentido, já que a sonoridade da banda é guiada por elementos tecnológicos, como o uso de percussão eletrônica e samplers.
O disco apresenta bons momentos, como a já citada faixa-título, mas peca pelo excesso de confiança no aspecto inovador do estilo. É esse excesso de confiança que dá origens a faixas como "Remember the Future", que chega a ultrapassar todos os limites do suportável em termos de dance music (pode perfeitamente tocar em uma rave. Ninguém vai achar esquisito). Mas logo em seguida a banda se recupera com pesada "Serpentine Frequencies", ou com o ambiente sombrio criado pelos teclados de "Deleted Souls". Os títulos das músicas, aliás, dão uma valiosa pista sobre o estilo da banda, mas talvez as boas idéias tenham se perdido em meio a tanta parafernália tecnológica e o abuso de alguns elementos (como a bateria eletrônica) contribuem para tornar este disco difícil de ser ouvido e, principalmente, compreendido.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
É um trabalho inovador, sem dúvida. Apesar disso, tenho seríssimas dúvidas quanto ao futuro do Psionic como banda. O estilo por eles abraçado tende ao desgaste rápido. É preciso ter a mente muito aberta para gostar disso aqui. Quem gostou do Deathstars não vai achar muito estranho o som deste disco. Mas quem acha que metal de verdade deve ter guitarras em profusão, nada de teclados e nada de pula-pula deve passar bem longe deste "Nu-tech Cyber Sorcery".
Line-up:
Mr. Sinister - Voz e guitarra
Dr. Chaos - Baixo e teclados
Mikeonis - Teclados
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