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Bangers

Resenha - Nu-tech Cyber Sorcery - Psionic

Por
Postado em 30 de junho de 2004

Nota: 5 starstarstarstarstar

Misturar música pesada com pop não parece dar muito certo. É o caso deste trio norte-americano, eles afirmam praticar um tal de "cyber metal", que, na falta de uma referência mais adequada, pode ser descrito como algo entre o Convenant e a fase mais nova do Theatre of Tragedy, com alguns toques de música mais pop (leia-se: "dance music" e coisas assim) mas sem se aproximar muito de nenhum dos dois. O Psionic soube ser criativo e utilizar de elementos externos ao heavy metal para fazer a sua música sem que isto soasse apelativo ou descambasse de vez para o pop.

Foto: Reprodução
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O conteúdo das letras reflete bem o que a banda pretende transmitir com seu som absolutamente irrotulável. O maior exemplo do que estou falando é a faixa-título. Parece que há uma certa resistência à "modernidade" que tira a alma de tudo. Nesses tempos em que é mais importante ganhar disco de ouro que fazer um trabalho duradouro, o Psionic procura expressar a perplexidade com a realidade tecnológica de modo criativo, criando uma certa ambiguidade neste sentido, já que a sonoridade da banda é guiada por elementos tecnológicos, como o uso de percussão eletrônica e samplers.

O disco apresenta bons momentos, como a já citada faixa-título, mas peca pelo excesso de confiança no aspecto inovador do estilo. É esse excesso de confiança que dá origens a faixas como "Remember the Future", que chega a ultrapassar todos os limites do suportável em termos de dance music (pode perfeitamente tocar em uma rave. Ninguém vai achar esquisito). Mas logo em seguida a banda se recupera com pesada "Serpentine Frequencies", ou com o ambiente sombrio criado pelos teclados de "Deleted Souls". Os títulos das músicas, aliás, dão uma valiosa pista sobre o estilo da banda, mas talvez as boas idéias tenham se perdido em meio a tanta parafernália tecnológica e o abuso de alguns elementos (como a bateria eletrônica) contribuem para tornar este disco difícil de ser ouvido e, principalmente, compreendido.

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É um trabalho inovador, sem dúvida. Apesar disso, tenho seríssimas dúvidas quanto ao futuro do Psionic como banda. O estilo por eles abraçado tende ao desgaste rápido. É preciso ter a mente muito aberta para gostar disso aqui. Quem gostou do Deathstars não vai achar muito estranho o som deste disco. Mas quem acha que metal de verdade deve ter guitarras em profusão, nada de teclados e nada de pula-pula deve passar bem longe deste "Nu-tech Cyber Sorcery".

Line-up:
Mr. Sinister - Voz e guitarra
Dr. Chaos - Baixo e teclados
Mikeonis - Teclados

Contatos:
[email protected]
http://www.psionic.info

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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.
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