"Um monte de notas que não vai a lugar nenhum", disse Gary Moore sobre Yngwie Malmsteen
Por André Garcia
Postado em 24 de janeiro de 2024
Em 1978, ao gravar a faixa instrumental "Eruption", Eddie Van Halen pirou a cabeça dos jovens guitarristas. Seu surgimento em pouco tempo mudou a forma de se tocar o instrumento, e seu impacto foi considerado comparável ao provocado por Jimi Hendrix na década anterior, ou "Chuck Berry" nos anos 50.
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Dessa forma, na década de 80 surgiram os discípulos de Van Halen — todos assimilando suas técnicas e as incorporando a seu estilo próprio: Randy Rhoads, Steve Vai, Joe Satriani… Um nome que se consagrou uma versão mais rápida, técnica (e egocêntrica) deles foi Yngwie Malmsteen.
Dono de um estilo inconfundível, mas que passa longe de unânime, o sueco agrada a muitos da mesma forma que desagrada a muitos outros. Em entrevista de 1996 para Paul Guy da revista FUZZ, Gary Moore confessou que não curtia nem Malmsteen e nem guitarristas de seu estilo.
"Muitos desses músicos não são melodiosos, então quando você ouve o que eles fazem, não fica em você, não te toca. É só um monte de notas, não vai a lugar nenhum. Sabe, muitos solos [deles] têm um meio, mas não têm um começo, um meio e um fim. Eles só começam no meio e não chegam a lugar nenhum."
"Eu não ouço muita coisa desse tipo Yngwie Malmsteen. Sei que o cara tem uma técnica incrível e tudo mais… mas o lance é o que você faz com isso. [...] Não sou muito fã desse lance de guitarra dos anos 80, inclusive eu. [...] Nem eu ouço minha música daquela época; não tenho o menor interesse."
"A maior parte da música que tenho ouvido nos últimos três anos não é realmente baseada muito na guitarra [...] é muito mais baseada no ritmo. Mas se eu quiser ouvir guitarristas, vou ouvir o pessoal que costumava ouvir, como Jeff Beck, obviamente, e Jimi Hendrix."
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