Resenha - Fool - Lightmare

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Por Bruno Coelho
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Nota: 6

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Lightmare é uma banda alemã que lançou este The Fool em 1997 e que saiu no Brasil pela Megahard. O disco é de 97 mas o som é de 10 anos antes!!! Ruim? Longe disso! Interessante! Vou relacionar este trabalho a outros dois que resenhei recentemente: o The Great Fall do Narnia e o For My King do Custard. Sei que vai ficar ruim pra vocês fazerem qualquer ligação entre estes três álbums já que as bandas são pouco conhecidas do grande público. Calma! Vou lhes guiar pelo caminho obscuro do underground melódico europeu.
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Bom, ao enfiar a bolachinha no cd-player você nota de cara aquela semelhança brutal com Helloween (guardadas as devidas proporções) até na qualidade da gravação, que é muito parecida com a do Walls of Jericho. Na verdade, o Walls of jericho é até um pouquinho melhor! E olha que há uma boa diferença de tempo entre o lançamento de um e de outro. A mesma coisa aconteceu quando escutava o disco For My King do Custard, banda alemã (assim como o Lightmare). Impossível não ser remetido aos primórdios do melódico. Você sente que tem em suas mãos algum disco obscuro, perdido no tempo e no espaço. Algo que deveria ter sido lançado em 1987 e que acabou saindo em 97. Particularmente, acho o disco do Custard bem melhor que este aqui, mas é importante ressaltar esta característica dos dois álbuns. Tenha certeza que você se sentirá o único no mundo a ter aquele disco!

Quando me referi ao Narnia no começo da resenha era pra que você soubesse que o nível de composição do Lightmare equipara-se ao do Narnia, o que não é elogio para nenhuma das bandas, já que as músicas em geral são fracas. Ou seja, se por um lado a gravação tosca dá um ar de relíquia a este disco, por outro as músicas decepcionam (o que não aconteceu com o For My King do Custard que é diversão melódica pura!).

Bom, é melódico o som da banda e não esperem por toques de prog aqui. É melódico "roots" (se é que isso existe!), em estado bruto, nada lapidado. Essa falta de lapidação na composição poderia ser vista como algo também interessante. As músicas são mais diretas, com menos rodeios e melodias mais simples e emocionantes. Pena o Lightmare não ter encontrado grandes inspirações para este disco. Bom, talvez a segunda faixa, Rebellion, tenha tido maior injeção de criatividade que as outras, pois é o destaque do disco junto com a faixa título e a oitava, The One.

O inglês bisonho que a banda usa é mais um destaque do disco que com certeza não fará a alegria de muita gente, mas que pelo menos é mais divertido que o disco do Narnia, gravado com muito mais dinheiro e lançado muito depois deste, por uma gravadora bem maior.

- É ruim, TED?

Rapaz, bom o disco não é! Mas é bem interessante dar uma ouvida.

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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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