Resenha - Unbreakable - Scorpions

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Por Ari Santa Lucia Jr.
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Scorpions sempre foi uma das minhas bandas favoritas, foi o primeiro disco de rock que comprei na vida (o fantástico "World Wide Live") e por isso minha decepção.

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Juro que tentei pensar numa outra comparação, mas não consegui, já vou avisando. A mesma expectativa que tive com esse álbum, aconteceu há um ano com "St. Anger" do Metallica (acabo de abrir meu e-mail e tem mensagem de alguém falando desse assunto ainda... inacreditável!!!).

Na época todo mundo falava que a banda tinha voltado a fazer som pesado e decente, mas que nada. Fui seco ouvir o disco e... deixa pra lá.

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Tanta espera por nada, e é exatamente o que aconteceu agora com o Scorpions.

Depois de milhões de coletâneas, discos ao vivo, acústicos e até com orquestra, a banda anunciou que lançaria um álbum de rock de verdade, o primeiro desde o grande "Face The Heat", de 1994 (o último grande material do conjunto). O trouxa aqui acreditou...

Não sei se o problema é comigo que esperava tanto desse disco, mas que ingenuidade.

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"Unbreakable" é um cd sem graça e pop, não há outra definição. Tá certo que realmente os caras ligaram as guitarras de volta, mas não chega aos pés do peso de seus trabalhos clássicos. E também não há inovação alguma: é a banda tocando composições fracas e tentando soar como em seus tempos áureos.

A produção deixa isso bem claro. O som parece o da época do "Blackout", mas só parece, veja bem. Quase todas as faixas têm ritmo lento e em alguns casos chega a dar sono, como a balada "She Said". Fico imaginando como a banda terá coragem de tocar coisas assim ao vivo numa arena.

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O estilo é o mesmo adotado nos últimos anos pelo grupo, só que com mais guitarras, e mesmo os refrãos em coro (sem bons resultados) e a guitarra inconfundível de Mathias Jabs soam inofensivos para uma banda desse porte. Tudo aparenta uma banda desprezando a própria capacidade.

Até tem alguns momentos interessantes como "Blood Too Hot", essa sim realmente pesada, "Can You Feel It" e "This Time", só que mesmo assim não convencem. Há coisas que não consigo entender, pois os caras já fizeram mais do que deveriam ao rock, estão velhos, ricos e ainda assim se preocupam com o lado comercial. Por que não fazer um disco realmente raivoso e sem pretensões, como sempre produziram na década de 80? Vai saber...

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"Unbreakable" não decola, mas dá pra ouvir tranqüilo. O problema é a falta de inspiração e o medo de diminuir o leite das crianças, por isso não há uma só canção matadora que ficará na cabeça dos fãs. Seria mais sensato ter acabado com a banda depois de "Face The Heat", pois não faria diferença alguma. Depois ainda dizem que a idade traz sabedoria...

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