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Resenha - Beyond Good and Evil - Cult

Por Bruno Coelho
Em 17/04/04

Nota: 8

Segundo meu parceiro André Toral em sua resenha da coletânea Pure Cult "O The Cult é uma banda diferente, que não pode ser definida tão facilmente, devido aos seus distintos momentos musicais, mesclando rock, hard rock e sonoridades variadas."

Já outro companheiro de Whiplash, Carlos Frederico, vai ainda mais fundo em sua resenha do clássico Love, de 1985: "O The Cult é uma banda única. De um lado, é herdeira direta do Iron Butterfly (quer dizer, faz Hard Rock com forte acento psicodélico), por outro se filia bem a aquela corrente do rock inglês dos anos 80 dita 'gótica', por fazer um som épico, misterioso, ás vezes soturno e triste. O vocalista Ian Astbury é uma especie de 'Jim Morrison Hard Rock' guardadas as devidas proporções, e o guitarrista Billy Duffy é um dos melhores discípulos de Tony Iommi (na minha opinião, o melhor 'riffeiro' dos anos 80). As letras da banda sempre foram épicas, jogando para o alto, e incompreensíveis até (como as mais complexas dos Doors)."

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Chegamos a 2004 e só agora alguém da Whiplash se dignou a fazer a resenha desse que é sem dúvida um dos melhores álbuns da banda desde que o monumental Ceremony foi lançado. Sem sacanagem nenhuma, Love e Sonic Temple são grandes álbuns, mas Ceremony é meu favorito e é uma pena que tão poucas pessoas o conheçam. Este Beyond Good and Evil é de 2001 e com certeza os velhos fãs devem ter problemas com a atualização do som dos caras, mas a banda conseguiu manter toda a força de outras empreitadas e acho até que enfiaram 3 litros de nitroglicerina nas cordas vocais de Ian Astbury ( vocalista da banda e agora fazendo algumas tours com o que resta do The Doors). O The Cult definitivamente conseguiu fazer Rock N Roll pesado para o século XXI sem ter que ficar se atrasando com alguns clichés batidos que deixam muitos por aí tão felizes ou tão irritados.

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Não, não é o mesmo The Cult de outrora, mas é fantástico! Pode escutar o disco inteiro sem interromper nada. A música de trabalho, Rise é puro punch, soco no estômago. O mais que famoso produtor Bob Rock - o mesmo que transformou o Metallica numa grande bosta e com quem o Cult já trabalhou várias vezes - transformou a banda em uma usina atômica com grande qualidade e potência sonora de uma turbina de DC-10. Afiados como nunca, os rapazes dão uma pausa na energia solta por todo o começo do álbum (além de Rise, temos War, The Saint, Take the Power e Breathe, que são primorosas) para mostrar a emocionante Nico, que começa lentinha, acelera um pouco e mostra por que o The Cult é realmente uma grande banda de Rock N Roll.

Como chegamos no meio do álbum vou passar aquele sermão já recorrente em minhas resenhas: JÁ CHEGA! Chega desse radicalismo estúpido que nos assola! Quando venho aqui dizer que o disco é realmente MUITO BOM não ganho um único centavo de gravadora alguma! Pode ser até que vocês achem o disco uma merda, mas escutem, porra! Deixem esse preconceito de criança de lado! Amadureçam seus babacas! Vocês acham que eu não escuto Blind Guardian? Dream Theater? Symphony X? Masterplan? At the Gates? In Flames? Dimmu Borgir? Old Mans Child? Sonata Arctica? Já resenhei várias destas, tenho todos os discos Blind Guardian, venero com fúria o grande Jorn Lande e acho Alexi Laiho (Children of Bodom) o melhor frontman da atualidade! Escutem o que a Whiplash recomenda e só tirem conclusões depois de escutarem a merda do disco!

Exagerei no desbafo? Mas é que radicalismo é uma merda mesmo, rapaz! O cara insiste que o Painkiller é o melhor disco do mundo. Pra você pode ser, cacete! Não é porque não é Judas Priest ou porque é alguma cópia esfarrapada que a banda vai prestar ou deixar de prestar. Nem o Judas, nem o Slayer, nem o Megadeth, nem o Metallica têm feito algo decente nos últimos anos. É uma glória ver o The Cult fazendo.

Bom, passando a metade do disco a coisa cai que quase despenca. Guardaram todas as faixas fantásticas pro começo e vieram com 6 mais ou menos. Ainda assim o disco mantém a pegada e, pra quem já vem embalado, a caída de ritmo nem chega a ser tão gritante - descartável mesmo só a faixa Speed of Light, que tenta incluir uns climinhas new metal. American Gothic (#7) lembra muito o Cult antigo e seu estilão meio gótico, assim como True Believers(#11) com um belo trabalho de guitarra e a última faixa, My Bridges Burn, também sopra um ar nostálgico bem casado com a mixagem espetacular de Bob Rock, que parece fazer muito bem a umas bandas e acabar de enterrar outras.

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Resumo dos Finalmentes da Gororoba:

Muito bom disco, mas muito bom mesmo! Não esperava isso da banda de forma alguma. Pra falar a verdade o fato de Bob Rock ter produzido e mixado tudo me fazia crer que seria uma bomba daquelas pra encerrar a carreira do Cult, mas parece que o cara gosta da banda mais do que do Metallica e trouxe um ar de vitória para este disco. Vitória de uma banda importantíssima para o cenário Rock mundial, vitória para a coragem do Cult em se atualizar buscando ainda mais fundo suas raízes, vitória para nós que conhecemos a banda "das antigas" e sempre a respeitamos, mesmo vendo que não estava produzindo nada com o brilho de "Ceremony" e "Sonic Temple" a muito tempo. Disco extremamente recomendado pelas primeiras 7 faixas e as duas últimas, sendo bem menos empolgantes que o resto do álbum as faixas #8, #9 e #10.

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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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