Resenha - 10 Anos ao Vivo - Dr. Sin
Por Daniel Dutra
Postado em 29 de março de 2004
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mais do que ter a banda do coração, todo mundo possui carinho especial por determinados grupos. Nunca escondi que o Dr. Sin faz parte da minha lista, não somente pela qualidade das músicas, como também pela trajetória de seus integrantes. Eduardo Ardanuy (guitarra) e os irmãos Andria (baixo e voz) e Ivan Busic (bateria e vocal) fazem parte da história do rock brasileiro. Platina, Cherokee, A Chave do Sol, Wander Taffo e até mesmo Ultraje a Rigor e Supla estão no currículo de pelo menos um deles. Mais do que isso, o metal nacional deve um capítulo à parte de seu crescimento ao trio.

Como o simples Alive, lançado em 1999, não fez justiça ao trabalho da banda, felizmente a banda resolveu comemorar aniversário dando um belíssimo presente aos fãs: o duplo 10 Anos ao Vivo, que também chegou às lojas no formato DVD, é espetacular. Produção impecável - já que a apresentação no Sesc Ipiranga, em São Paulo, foi gravada justamente visando ao lançamento - e uma performance irrepreensível de três dos melhores músicos do Brasil. Apesar de quatro das minhas músicas favoritas - Miracles, Gates of Madness, Hey You e Scream and Shout - não estarem presentes, as 18 canções que compõem o set list estão entre as melhores que o Dr. Sin já gravou.
A excelente Time After Time abre o show e é uma das quatro escolhidas do álbum Dr. Sin II, gravado com Michael Vescera nos vocais. Apesar de Andria não usar tons tão altos como Vescera - que canta uma barbaridade, diga-se de passagem - seus vocais não comprometem em momento algum, mesmo porque o baixista não apenas é muito bom, como tem um timbre único. Assim, o resultado permanece lá em cima nas outras três. Fly Away tem um refrão ótimo para se cantar, assim como a contagiante Eternity e a pesada Danger, que mostra uma das muitas virtudes de Ardanuy: grandes riffs.
No primeiro CD, pérolas como Sometimes (ainda melhor ao vivo), Isolated (solo maravilhoso!) e as "antigas" Stone Cold Dead (com uma dose extra de peso, fora o refrão mais acessível) e The Fire Burns Cold, com seu jeito de hino (graças ao ótimo riff inicial) e mais uma aula de Ardanuy (chega a assustar o que essa cara toca!), além de menções a Wild Thing e Voodoo Chile (Slight Return), do mestre Jimi Hendrix. Com a participação do percussionista Marcus Cesar e de Marcos Sérgio tocando xarango, a banda surpreende com a belíssima Years Gone e, apenas com Cesar, a maravilhosa Revolution (é de arrepiar o público cantando o excelente refrão). Sem dúvida, dois dos melhores momentos.
Algumas notas de Lazy, do Deep Purple, dão início a No Rules no segundo disquinho. Ótimo começo, seqüência ainda melhor. Leaving and Learnig e Zero são exemplos de ritmo e refrão deliciosos, Karma traz no fim um instrumental pesadíssimo que o trio costuma tocar há muito tempo e Down in the Trenches é um show à parte - e conta com a segunda parte da música, apesar de não creditada. Ardanuy - que, fato raro, mudou o solo - comanda o instrumental até brilhar a dupla Busic, principalmente Andria. Suas linhas de baixo já são de encher os olhos, aí o cara resolve dar uma aula de slaps e two hands. Enquanto isso, e mais ainda durante todo o show, Ivan manda ver em viradas e quebradas precisas e um trabalho de caixa perfeito.
O show chega ao fim com uma trinca arrasa-quarteirão. Primeiro grande clássico do Dr. Sin, Emotional Catastrophe levanta a galera, que vai à loucura com Futebol, Mulher & Rock n' Roll, que por sua vez já nasceu clássica. Para ter uma noção de tudo isso, é só assisitir ao DVD, mas é Fire - com o perdão do trocadilho - que termina de incendiar o lugar. Não à toa, a música conta com a participação de André Matos, vocalista do Shaman e um dos maiores frontmen do metal mundial. Por isso tudo só nos restar aplaudir - como o próprio Matos, que se junta à platéia para reverenciar o trio - e comprar 10 Anos ao Vivo, disco obrigatório à coleção de qualquer um que goste de rock. Nada mais justo.
Paradoxx Music - nacional
Outras resenhas de 10 Anos ao Vivo - Dr. Sin
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hábito nojento que virou demonstração de respeito nos shows punk dos anos setenta
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Lou Gramm
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
As 10 melhores músicas do Kreator, na opinião de Mille Petrozza
O álbum mais subestimado do Black Sabbath, de acordo com a Metal Hammer
O álbum mais subestimado de Iron Maiden, Metallica e Slayer, de acordo com a Metal Hammer
O único assassino que ainda tem uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood
Neil Young escolhe os três maiores compositores de todos os tempos
As 12 melhores músicas do Saxon, segundo Biff Byford
A opinião de Tony Iommi sobre "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
Os 3 maiores riffs de guitarra dos anos 1970, segundo o lendário Eddie Van Halen
A melhor música do Pantera, segundo a Metal Hammer
O motivo pelo qual o fenomenal Angus Young do AC/DC odiava a banda Ramones
Como Paulo Paulista virou membro da Legião Urbana e por que Renato Russo o demitiu
Os 4 artistas que melhor misturaram rock e religião, segundo Regis Tadeu



Ivan Busic reafirma sua conexão com o blues em novo álbum
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



