Resenha - Invasion - Vinnie Vincent Invasion
Por Alla Jones
Postado em 24 de fevereiro de 2004
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Finalmente! As preces dos fãs de um dos melhores guitarristas do mundo foram ouvidas. A Chrysalis está relançando os dois álbuns da curta carreira do famigerado Vinnie Vincent Invasion. Esta banda que causou raiva e despeito em muitos hoje vive apenas na memória dos fãs, já que é de conhecimento público que ela se transformou no Slaughter.
Vinnie Vincent - Mais Novidades
Os dois discos desfilam um hard rock no melhor estilo Californiano, apesar de Vinnie ser de Connecticut. Se tivesse que escolher um, escolheria sem sombras de dúvida o primeiro, que tem muito mais feeling que seu sucessor.
Os riffs potentes de Vinnie junto à marcação precisa do baixo de Dana Strum dão as cartas neste disco. Nele percebemos um trabalho burocrático do baterista Bobby Rock, que teve a bateria muito mal equalizada, diga-se de passagem... sentimos também o vocalista Robert Fleischmann (Ex- Edgar Winter band) um tanto quanto desconfortável nos vocais.
Rola uma história de que Mark Slaughter (que gravaria o segundo disco da banda) havia feito um teste e seria o escolhido para o cargo, mas Vinnie perdeu o seu telefone de contato e como já estava em cima das gravações, chamou Robert com a condição de que ele cantasse como o rapaz da demo ...
Vamos ao disco...
"The boys Are gonna rock" é simplesmente uma das faixas mais espetaculares que o hard oitentista já pariu. O riff de Vinnie é devastador, a timbragem da guitarra é pesada e melodiosa ao mesmo tempo. Lamento o fato de que esta faixa seria utilizada no Kiss e imagino-a com a bateria de Eric Carr e os vocais de Paul Stanley... nossa! O refrão é forte e empolgante, a bateria traz artifícios interessantes. O destaque negativo, fica para o solo, onde Vinnie extrapola...
A segunda música é "Shot Full of Love", feita para adolescentes, com uma boa melodia, um vocal e uma cozinha nem tão interessantes assim. É uma faixa razoável.
"No substitute" é quando você tem certeza que valeu o dinheiro investido. Vinnie deixa os exageros de lado e faz um trabalho simples e direto. A voz de Robert se encaixa muito bem nesta canção, que na minha opinião poderia ser mais valorizada nos refrões...
"Animal" e "Twister" são as típicas canções hard oitentistas, com riffs contagiantes e refrões repetidos exaustivamente. Destaque para o trabalho de bumbo (apesar da sonoridade não soar tão bem aos ouvidos) realizado por Bobby Rock na faixa "Twister".
"Do you Wanna Make Love" é uma canção no melhor estilo Kiss anos 80, um teor altamente libidinoso, uma boa canção sobre sexo.
"Back on the Streets", não pertence à banda. Ela já havia sido coverizada por Vinnie junto de Jeff Scott Soto tempos antes, e ele resolveu gravá-la oficialmente. Curiosamente, Ace Frehley também fez uma versão desta canção com sua banda solo. Tem uma levada de blues, que destoa um pouco do resto do álbum, mas não compromete.
Em "I Wanna be your Victim" e "Baby O", o clima de hard festivo volta à tona. As deficiências de Robert ficam visíveis outra vez. Aquela realmente não era a praia do vocalista.
"Invasion" fecha o disco com chave de ouro. Esta música é veloz e tem um trabalho de cordas perfeito. O refrão é do tipo que "pega". O solo é veloz é extremamente trabalhado. Enquanto ouço me pego lembrando de Yngwie Malmsteen. Em seguida dou uma risada como se tivesse lembrado de uma piada.
Vale lembrar o fato de que este trabalho é original de 1985, época em que o hard glam dava suas caras no cenário.. Se você gosta de um hard rock vigoroso, sexista, com pegadas enérgicas e uma técnica refinada nos harmônicos, este é um álbum perfeito.
Outras resenhas de Invasion - Vinnie Vincent Invasion
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Megadeth toca "Puppet Parade" pela primeira vez ao vivo
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
Steve Harris foi único membro do Iron Maiden a receber Paul Di'Anno em show, revela documentarista
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
A crítica que o Moonspell recebeu por algo que Lacuna Coil e In Flames também fizeram
O hit do Led Zeppelin com mais de 10 minutos de duração que foi escrito numa única noite
Slipknot: Qual é o significado e a tradução do nome da banda?
A banda que fazia rock nacional dos anos 80 já nos anos 70


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



