Resenha - Pink Bubbles Go Ape - Helloween

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Por Joe
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Nota 10.

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Taí um disco que gera muita discórdia, não só entre os fãs, mas mesmo entre os membros da banda (que costumam execrá-lo, junto a "Chameleon", seu sucessor). E acho uma injustiça crucificar esse excelente disco.

Logo de cara, se vê que algo mudou. A capa é de autoria do mestre Storm Thorgerson (realizador de trabalhos lendários com o Pink Floyd, Genesis, UFO e outros). Na parte sonora, com a saída de Kai Hansen, Michael Kiske ganhou mais liberdade, e a banda acabou por apostar em uma sonoridade mais acessível , mas nem por isso pior ou menos criativa. Imposição da gravadora? Vontade própria? Não se sabe ao certo...

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A abertura em violão e voz na faixa título, emendada com "Kids Of The Century" (puta música e clipe, dirigido pelo malucão do Thorgerson) dizem que o Helloween fugiu dos clichês do heavy melódico e aposta agora na criatividade. Na seguida de "Back on the Streets", uma boa canção, percebe-se como a banda de fato mudou, na bela "Number One" (com direito até a uns "slaps" no baixo). Na intro de "Heavy Metal Hamsters" vem uma citação ao Deep Purple (o riff de abertura de "Rat Bat Blue" que, sintomaticamente, seria regravada depois pela banda, com Andy Deris, como faixa bônus do "Metal Jukebox" japonês). Que diabos ouve com os caras? "Goin' Home" ensaiava uma volta ao heavy, com belos solos de guitarra e baixo ("slaps" de novo!), volta que se concretiza na próxima, a veloz "Someone's Crying", onde Roland Grapow dá suas boas vindas aos fãs num solo de tirar o fôlego.

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"Mankind" é uma faixa semi-progressiva, muito boa, talvez das melhores do disco. O final do disco deixa um pouco a desejar com as mais fraquinhas "I'm Doin' Fine, Crazy Man" e "The Chance", mas melhora na bela e inspirada "Your Turn", faixa totalmente Michael Kiske.

A produção a cargo de Chris Tsangarides deu uma bela polida no som (embora ele revele que odiou trabalhar com aqueles "malas alemães"), mostrando como Michael Kiske, ao lado de Geoff Tate, do Queensryche, era o melhor vocalista do Heavy Metal na época. A dupla de guitarristas Michael Weikath e Roland Grapow parecia dar mostras de um belo futuro. Pena que nem tudo foram flores...

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Os fãs torceram o nariz para esse belo album, e, com o direcionamento mais pop continuando acentuado em "Chameleon", tudo ruiu... Kiske deixa a banda, o baterista Ingo Schwichtenberg se suicidaria depois, e o futuro parecia incerto à banda das abóboras...

Sem radicalismos, um dos melhores trabalhos da banda, ao lado do segundo "Keeper" e do denso "The Time Of The Oath". Vale a pena deixar o radicalismo de lado e curtir...

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