Resenha - Painkiller - Judas Priest
Por André Toral
Postado em 01 de março de 2000
Em seu início de carreira, o Judas Priest mesclava, soberbamente, heavy e rock. Vários anos se passaram e a banda seguia destilando seus poderosos riffs, até início dos anos 80. Após este tempo, seguiram-se álbuns fracos em conteúdo musical, que vieram a diminuir a reputação conseguida após os lançamentos de Sin After Sin, Sad Wings of Destiny, Briths Steel etc; alguns desses são Point of Entry, Turbo e Ram it Down. Porém, logo após esta baixa, o Judas Priest volta para ficar de vez impresso na alma de todo e qualquer headbanger fanático por peso e melodia; o lançamento de Painkiller, em 1990, foi o grande responsável por esta façanha.

Podemos começar citando a arte fenomenal da capa do álbum, já a banda, surpreende a partir da majestosa introdução com a faixa-título, onde a bateria de Scott Travis começa a ditar o tom da destruição metálica existente no álbum; cheia de melodias, fúria, peso e um vocal iradamente agressivo, Painkiller, de cara, é um dos clássicos da banda. Destacam-se, também, as guitarras com seus solos inesquecíveis, compondo a estrutura desta faixa. Hell Patrol é outra música que mescla melodia vocal com peso nas guitarras, de forma genuína, com Gleen Tipton e K.K Dowing no melhor de suas formas. All Guns Blazing e Leather Rebel seguem a dinastia. Outra das faixas que traz um heavy incontrolável, é justamente Metal Meltdown. Um outro grande clássico do álbum, fica por conta da inconfundível Night Crawler, seguida da não menos clássica, mas também dramática, A Touch of Evil; destaca-se pela dramaticidade existente na voz de Rob Halford, junto ao seu altíssimo alcance já antes comprovado, bem como o riff que compõe a base da música e seu solo maravilhoso.
Além de todos estes fatores, Painkiller faz parte de uma lembrança muito forte, pois foi com o lançamento deste álbum que o Judas Priest pôde vir a se apresentar no Rock in Rio II, destilando toda a sua fúria e peso para os brasileiros, que, neste oportunidade, puderam presenciar várias fases da banda, de forma ao vivo, como Green Manalishi, Beyond the Realms of Death, Living After Midnight, Breaking the Law, Hell Bent for Leather, além das músicas de Painkiller. Com uma apresentação ultra maravilhosa, a banda se despediu de nosso país; atualmente estando com seu novo vocalista, Ripper Owens, fica a esperança de que o Judas Priest volte e destile seu peso em forma bruta sobre nós, brasileiros amantes do heavy metal genuíno.
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