Judas Priest: 24 anos de uma obra prima do Heavy Metal mundial

Resenha - Painkiller - Judas Priest

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Por David Torres, Tradução
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Chega ser engraçado, mas hoje é o aniversário de dois importantíssimos trabalhos da história do Heavy Metal mundial: "Powerslave", do Iron Maiden e "Painkiller", do Judas Priest. Ambos são trabalhos totalmente irrepreensíveis e que entregam aos fãs exatamente aquilo que desejam ouvir, apresentando composições completamente inspiradas e muito bem construídas. Após ter escrito um texto falando sobre "Poweslave", decidi fazer outro sobre esse que é sem sombra de dúvida um petardo à altura do álbum gravado por Steve Harris e Cia. Lançado em 3 de setembro de 1990 através do selo da gravadora Columbia Records, "Painkiller" é o décimo álbum de estúdio da carreira da eterna lenda do Heavy Metal britânico Judas Priest. O que dizer sobre "Painkiller"?! Dizer que é um grande disco de uma grande banda chega a ser "chover no molhado". É uma legítima obra que exala Heavy Metal desde a sua arte de capa até o último acorde gravado para o disco. Completando hoje o seu aniversário de 24 anos, é uma obra que inspira incontáveis bandas e músicos até os dias de hoje.

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O Judas Priest já havia lançado verdadeiras obras primas para a música pesada até o momento, entretanto, logo na faixa de abertura desse lançamento se percebe que a banda realmente estava com um apetite exagerado por velocidade, algo até então ainda não explorado dessa forma pela banda, mais rumando inclusive para o "Speed Metal" em certos momentos. Uma ensandecida bateria abre o disco com aquele que é um dos maiores hinos do Metal, "Painkiller", a faixa título e um dos "singles" gravados para o álbum. Os vocais absurdamente potentes e agudos do eterno "Metal God" Rob Halford rasgam os autofalantes rapidamente e abre caminho para um virtuoso trabalho da dupla de guitarristas Glenn Tipton e K. K. Downing, além de contar também com uma "cozinha" fantástica, composta pelo baixista Ian Hill e pelo baterista Scott Travis (esse é o primeiro trabalho de estúdio realizado pelo músico na banda, que antes integrava o Racer-X). Contando com um pouco mais de seis minutos de duração, um instrumental perfeitamente devastador e letra e refrão poderosíssimos, não existem palavras que possam descrever a verdadeira explosão metálica que esse som transmite. Halford e Cia entregam aos fãs um trabalho repleto de energia e "feeling" do início ao fim. Sem deixar o clima esfriar, é a vez de "Hell Patrol" implodir as caixas de som. Novamente somos presenteados com levadas fenomenais de bateria, "riffs" e solos magníficos, além de vocais sempre impressionantes e poderosos de Rob Halford, que transita sua voz de forma sempre exímia. Uma tremenda forma de continuar um álbum.

A voz de Halford ecoa pelos autofalantes e rapidamente abre caminho para "All Guns Blazing", a terceira e novamente empolgante faixa desse brilhante disco. Novamente o que temos aqui é uma sucessão de "riffs" vorazes e solos recheados de um interminável "feeling", tudo muito bem acompanhado por um vistoso trabalho da "cozinha" de bateria e baixo e por vocais extraordinários. Sem perder tempo, é a vez de "Leather Rebel" dar as caras. Halford não se utiliza de falsetes nessa faixa e em momento algum isso é um ponto negativo. Muito pelo contrário, pois seus vocais se encaixam perfeitamente nos riffs de Tipton e Downing. Mais um grande destaque do álbum! Um solo hipnótico de guitarra introduz os ouvintes a quarta e igualmente esmagadora faixa do álbum, "Metal Meltdown". O nome da canção já diz tudo! Apresentando um ritmo matador e frenético, é uma canção perfeita para "banguear" sem dó, contando com mais uma enxurrada de "riffs" e solos de guitarra fantásticos, vocais agudíssimos e um competente e poderoso trabalho de baixo e bateria. "Night Crawler" dá sequência ao trabalho, apresentando um andamento mais cadenciado e contido, porém que jamais deixa de empolgar por isso. Halford volta a cantar de forma mais contida aqui, transitando um pouco a sua voz para partes mais agudas em alguns momentos. É também mais um dos "singles" lançados para o disco e igualmente mais uma ótima música!

A maravilhosa "Between the Hammer & the Anvil" vem logo em seguida e é novamente um grande destaque do disco, com seus "riffs" e solos sempre tocantes, onde mais uma vez Halford tem caminho livre para transitar seus vocais de forma competente. Após tantas faixas mais velozes do que uma bala, a banda decidi apertar os freios e entrega aos ouvintes a bela balada "A Touch of Evil", mais um "single" e um grande clássico do álbum. Apresentando melodias tocantes de guitarra, um vistoso trabalho de baixo e bateria, além de um deslumbrante desempenho vocal de Halford, é sem dúvidas um grande destaque não apenas desse trabalho como da carreira da banda como um todo. A breve instrumental de pouco menos de um minuto de duração "Battle Hymn" vem em seguida e abre espaço para a grandiosa "One Shot at Glory" encerrar o álbum de forma coesa, novamente trazendo arranjos belíssimos e um habilidoso trabalho de cada integrante. Na edição de relançamento de 2001 há também uma ótima faixa título, a balada "Living Bad Dreams", gravada durante as sessões do álbum.

Após o lançamento do disco, a banda chegou a ser indicada para o Grammy Awards de 1991 na categoria "Melhor Performance de Metal" e chegou a tocar na segunda edição do Rock In Rio no mesmo ano, ao lado do Megadeth, Guns N' Roses, Queensryche e Sepultura. Infelizmente, pouco depois, o vocalista Rob Halford deixaria a banda, retornando apenas em 2005 no álbum "Angel of Retribution". "Painkiller" é aquele típico álbum que já nasceu um clássico. Não há uma faixa fraca sequer no disco. Todas cumprem o seu propósito e atingem o ouvinte de forma eficaz e fazem desse trabalho uma legítima obra prima da música pesada mundial.

01. Painkiller
02. Hell Patrol
03. All Guns Blazing
04. Leather Rebel
05. Metal Meltdown
06. Night Crawler
07. Between the Hammer & the Anvil
08. A Touch of Evil
09. Battle Hymn" (Instrumental)
10. One Shot at Glory"

Faixas bônus da Edição de Relançamento de 2001:
11. Living Bad Dreams (Gravada durante as sessões de "Painkiller")
12. Leather Rebel (Ao vivo no Foundation's Forum, Los Angeles, Califórnia, em 13 de setembro de 1990)

Rob Halford (Vocal)
K. K. Downing (Guitarra)
Glenn Tipton (Guitarra)
Ian Hill (Baixo)
Scott Travis (Bateria)
Don Airey (Teclado em "A Touch of Evil")


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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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