Resenha - Ramones - Ramones
Por Marcelo Miurrause
Postado em 02 de janeiro de 1999
Numa discografia básica esse CD não poderia faltar. É o disco de estréia dos mestres do punk rock, The Ramones, e que os impulsionou para mais de 20 anos de carreira e mais de 2000 shows por todo o mundo, conquistando fãs em todos os quadrantes do globo. E claro, é a capa que mais retrata o jeito Ramones de ser, os músicos de jaqueta de couro e calças jeans.
Produzido por Craig Leon, os quatro rapazes Nova York trazem toda a essência punk nas quatorze músicas desse CD gravado não Plaza Sound do Radio City Music Hall. E vale sempre lembrar que desses clássicos, os Ramones ainda tocavam quatro das músicas desse disco em suas apresentações, tendo inclusive os tocado no seu último show.
Mantendo a pegada forte de suas músicas quando tocadas ao vivo, esse disco foi extremamente fiel a origens dos Ramones: cru, direto e rápido, sem maiores preocupações com produções ou eventuais maquiagem nas músicas. São os três acordes e ponto. Faixas toscas, que causariam rugas de preocupação nos pais que pegassem os filhos ouvindo essas músicas. Sem maiores experiências em estúdio e com muito ruído ao redor das músicas, o disco foi gravado.
A primeira música, Blitzrieg Bop, traz o clássico hino entoado nos shows: "Hey Ho! Let's Go!", sendo, sem dúvida nenhuma, uma entrada com o pé direito na discografia da banda, indispensável para qualquer amante do gênero. Seguem ainda outros hits: "Beat on the Brat"; "Judy is a Punk"; "I wanna be your boyfriend", uma linda balada de amor punk; "Chain Saw"; "Now I wanna sniff some glue", que mostra uma das maiores diversões para os garotos da época.
Além das músicas acima, ainda há as seguintes: "I don't wanna go down on the basement"; "Loudmouth"; "Havana Affair"; "Listen to my heart", uma música onde também é percebida uma pontada de amor; "53rd & 3rd"; houve a escolha do cover de Jim Lee, "Let's Dance", que soou como uma autêntica música dos Ramones; "I don't wanna walk around you" e "Today your love, tomorrow the world" fecham essa belíssima obra do punk rock. É um marco, um clássico!
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