Resenha - Great Fall - Narnia
Por Bruno Coelho
Postado em 21 de outubro de 2003
Nota: 5 ![]()
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Escuto este álbum e fico procurando motivos para não
dar-lhe grande valor. Gosto do estilo proposto mas não
consigo escutá-lo por mais de 10 minutos. Porque será?

O Narnia lançou este The Great Fall em 2003 pela
Nuclear Blast, sendo este o quarto disco da banda.
Infelizmente não pude conferir nenhum dos três
trabalhos anteriores mas acredito que a banda tenha
evoluído com o tempo (o que é de se esperar de
qualquer banda que se preze). Bom, se os rapazes estão
no quarto disco e vêm evoluindo desde o primeiro, é
decepcionante o nível ainda baixo onde a banda se
encontra.
Talvez tenha sido a produção que tenha deixado a banda
tão sem "punch". Aliás, sem "punch" é pouco. Parece
que a banda não vai espancar meus ouvidos nunca! Fico
esperando por violência e só escuto um vocal
mirradinho, uns riffs que não apresentam nada novo,
uma bateria careta apesar de rapidinha e técnica e um
baixo inaudível...
O Narnia é uma banda de white metal, mas não faz
justiça ao grupo de bandas white que surgiram
recentemente com poder de fogo de uma AR-15. Tiremos o
Eterna por exemplo, banda brasileira que anda meio
apagadinha por estes tempos e cujo estilo é análogo ao
do Narnia, esta sim é uma banda que consegue quebrar o
pescoço de quem gosta de metal. O Narnia não! Tudo bem
gravado, tudo bem feitinho e executado, nada
surpreendente.
Para ilustrar o que digo é só escutar a quarta faixa,
intitulada No Time To Lose. É uma caixa de rupinol na
minha cerveja, pô! Dá sono! Um solinho progressivo
pinkfloydiano (nada contra!!!) que faz a baba escorrer
pelo canto da boca! O disco até que não começa mal.
The Countdown é uma faixa legal, mas depois dela o
disco vem numa descendente que só vai parar quase no
final dele. Se você escutar a quarta e não pular a
quinta, Innocent Blood, vai ter um colapso nervoso
pois esta última é algo que deveria ser proibido para
qualquer pessoa! Ruim demais! Que vocal sem emoção!
Que coro ordinário!
Olha, já falei e já desci o sarrafo. Claro que o
Narnia tem qualidades. Tem gente que gosta de um som
bem limpinho, bem nítido, e isso o Narnia oferece. Tem
gente que é white de carteirinha e que vai adorar a
banda pois o estilo é carente de grandes nomes.
Honestamente, quando o Narnia dá uma de prog ele perde
feio pra qualquer banda de prog que eu conheço e
quando dá uma de melódico piora a situação!
Pode ser que você se agrade do material, meu amigo,
e queira dar uma conferida em uma faixa ou outra pra
ver se sou louco ou não. Bom, te aconselho a escutar a
primeira faixa, como já disse (na verdade a segunda
pois a primeira é uma daquelas introduções com
blábláblá, mais manjadas que modelo com silicone) e a
sexta, instrumental chamada Ground Zero. Esta sexta
faixa quase salva o disco, junto com a primeira, com
suas passagens prog, mas acaba provando-se boba como
as demais se comparadas a umas 7.000 outras faixas
instrumentais progressivas que existem gravadas por
aí.
Pra te matar de ódio escute a sétima Judgement Day que
tem os 10 melhores segundos do disco no começo e
depois dá vontade de espancar o vocalista ralado!
CANTA, VOCALISTA!!! PUTZ!
CHEGA! Não gostei! Fraco demais... existem outras mil
bandas que merecem uma ouvida mais que essa aqui.
Foi mal Nuclear Blast, mas vocês pisaram na bola!
FEIO!
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