Resenha - Seventh Star - Black Sabbath
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 28 de julho de 2003
Quando tudo parecia estar perdido após o lançamento de "Born Again", que contava com um Black Sabbath bastante modificado em relação à formação clássica (que contava com Ozzy, Iommi, Buttler e Ward), após a passagens de grandes vocalistas pela banda como Ronnie James Dio e Ian Gillan, em 1986 foi a vez de Tony Iommi reformar o Black Sabbath, e por isso, colocar como título do que seria o próximo álbum o nome da banda modificado para Black Sabbath – Featuring Tony Iommi.
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Mesmo tendo apenas o guitarrista como membro original, sem sombras de dúvidas "Seventh Star" é um disco do Sabbath. Glenn Hughes (vocal, já havia tocado no Deep Purple – também baixista), Dave "The Beast" Spitz (baixo), Geoff Nichols (teclado, já havia trabalhado com a banda em dois discos anteriores, "Heaven and Hell" e "Mob Rules"), Eric Singer (bateria, tocara com o Kiss), além de Tony Iommi (guitarra), formaram o Black Sabbath nesta época, formação que gravou junta somente neste disco.
Para a época pode-se dizer que a produção do disco ficou muito bem feita, mas o que chama mais a atenção é o fato de a banda fazer um tipo de rock bem diferente da época de discos como "Master of Reality" e "Vol. 4", diferente do hard/heavy da época de "Heaven and Hell", algo fortemente influenciado pelo progressivo (Deep Purple), e bandas como AC/DC e Led Zeppelin.
A escolha dos músicos por parte de Iommi foi muito bem feita. Hughes é um dos maiores vocalistas da história quando se fala de hard/rock. Eric Singer... bem... sobre esse basta vermos seu currículo ao lado de Alice Cooper e Kiss.
Abrindo com a rápida e pesada "In For the Kill", uma das melhores do álbum, o CD já vai para a balada "No Stranger to Love", que mais tarde viraria videoclipe. Para quebrar o tempo cadenciado, o disco segue com a certeira "Turn to Stone", com um show de Eric Singer, ao contrário da primeira, em que o destaque vai na sua quase totalidade para Glenn Hughes. Em uma linha mais rock 70’ está a faixa "Danger Zone", assim como "Heart Like a Wheel", uma faixa destinada exclusivamente à virtuose de Tony Iommi com uma invejável interpretação de Hughes.
Pena que em nove faixas (oito músicas – "Sphinx The Gardian" é apenas uma introdução) não há nem 35 minutos de música. O disco prometia, as músicas mais pesadas são realmente boas, mas o que acabou "estragando" foi a alta quantidade de músicas paradas, baladas ou não.
Line-up:
Glenn Hughes (vocal);
Tony Iommi (guitarra);
Dave "The Beast" Spitz (baixo);
Geoff Nichols (teclado);
Eric Singer (bateria).
Track-list:
01. In For the Kill
02. No Stranger to Love
03. Turn to Stone
04. Sphinx (The Guardian)
05. Seventh Star
06. Danger Zone
07. Heart Like a Wheel
08. Angry Heart
09. In Memory...
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