Resenha - Humanos - Oficina G3
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 25 de maio de 2003
Nota: 4 ![]()
![]()
![]()
![]()
Último trabalho de uma das maiores bandas de rock cristão do Brasil, uma das pioneiras do estilo em terras brazucas, que cresceu, ficou maior e muito famosa, conquistando uma gama imensa de fãs. Todo trabalho dos caras é muito bem recebido, e é uma pena que toda essa fama não corresponda ao som que eles fazem.
Oficina G3 - Mais Novidades
Ao se começar a ouvir "Humanos" se tem uma ótima impressão; vê-se um rock pesado, riffs impactantes, boa massa sonora, realmente excelentes composições. As músicas em que eles empregaram mais peso, mais pegada, mais energia, são justamente as melhores do cd. Esse peso é representado pelos petardos "Onde Está?" e "Apostasia", as primeiras. Já "Te Escolhi" é música feita para agradar a todos, que vira hit facilmente, mesclando partes mais pesadas com outras mais calmas. Não se pode negar que agrada.
A partir daí alguma coisa parece ter saído errado. O cd desemboca num rockzinho básico, adocicado, leve e melodioso. O que se segue é uma sucessão de baladas que os diabéticos não irão agüentar. Trancar um deathbanger numa sala e colocar Humanos para rodar me parece uma definição perfeita de tortura. Tá bom, as letras são muito boas, sabem falar do que se propõe a fazer, são uma das qualidades mais fortes dos caras. "Eu Sei", "Ele Se Foi", "Criação", "Don´t Give Up"... uma overdose de baladas intermináveis que não fazem muito bem ao organismo. E a injeção de açúcar segue com "Memórias", "Minha Luta" e "Simples". Um riffzinho mais pesado aqui, outra passagem mais energética ali, mas nada que dê pra salvar.
A tortura finalmente pára com a insana e realmente pesada "Até Quando?" seguida da mais ou menos pesada e digerível "Desculpas", que junto com as duas primeiras faixas vão te proporcionar os únicos momentos realmente agradáveis desse cd, e quem sabe arrancar um sorrisinho. Mas a alegria não dura muito e a doçura volta com força total em "Pra Você" e "O Teu Amor", que fecham o cd.
Sabe porque eles não investem de verdade num rock mais pesado e agressivo? Infelizmente eles não estão preocupados em fazer rock n’roll de verdade, são muito famosos no meio gospel, têm milhares de fãs, arrastam excelentes públicos por onde passam. Você acha que aquelas saltitantes tietes pré-adolescentes vidradas no visual "rockeiro-bom-moço" dos caras querem ouvir rock? E as rádios? Nunca iriam tocar suas composições mais pesadas.
Realmente é uma pena. A banda já provou que tem competência para fazer um bom rock n’roll, como fizeram no passado e como hoje em dia ainda fazem quando querem. Precisam urgentemente decidir se vão fazer baladinhas para agradar os mais tradicionais e arrebanhar mais fãs enlouquecidas ou se vão investir no som que todos nós apreciamos e gostamos de ouvir.
Line – Up:
P.G. (Vocais)
Juninho Afram (Guitarras)
Jean Carllos (Teclados)
Duca Tambasco (Baixo)
Luis Fernando (Baterista convidado)
Site Oficial: http:// www.oficinag3.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
O curioso conselho de James Hetfield para vencer a bebida e ficar sóbrio para sempre
A música que fracassou em inglês e virou um hit nacional dos anos 1960
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?

Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida


