Resenha - All Night - All Night

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Por Marcos A. M. Cruz
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Esse negócio de fazer resenhas de lançamentos, apesar de ser gratificante, com o passar do tempo tende a se tornar meio previsível, pois duas são as situações que comumente ocorrem:

a) ou se trata de um "figurão", que terá seu novo álbum comparado aos anteriores, precedido por um breve histórico onde se comenta detalhes da nova formação (quando houve alguma mudança), o que têm acontecido com os integrantes, porquê estão soando desta maneira etc etc;

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b) ou uma banda iniciante, que invariavelmente terá seu trabalho classificado dentro de algum gênero ou sub-gênero, e quase sempre sendo citada sua semelhança com outras já conhecidas (aquela velha história que "tal som se parece com aquele feito pelo grupo X no disco tal, denotando as influências dos músicos blá blá blá").

Convenhamos que, embora possa servir de guia ao usuário, pois a partir da "descrição sonora" este já faz sua primeira "peneirada" (o cara lê o texto e conclui: "caramba, a banda Y continua fazendo o mesmo Heavy-Thrash-Punk-Death-True Metal de sempre, vou correr atrás do CD!" ou "putz, a banda Z agora partiu para o Nu-Gay-Farofa-Boiola-Bunda-Pagode Metal, vou passar longe desta joça!"), dificilmente qualquer texto, por mais bem escrito que seja, consegue refletir com exatidão o que rola no CD, afinal são duas formas de comunicação (sonora e escrita) que receptamos com diferentes sentidos (audição e visão).

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Sem esquecer que há um fator muito importante que difere de pessoa para pessoa, o chamado "gosto pessoal", uma espécie de "impressão digital" única e individual, que nos faz reagir de forma diferente a cada estímulo (há quem goste e até pague para saltar de bungle-jumple, por exemplo, que definitivamente não é o meu caso).

Pois bem, confesso que, não sei bem explicar porquê, achei este CD de estréia do ALL NIGHT, banda americana formada em 2001 na localidade de Greensboro, Carolina do Norte, uma das coisas mais maravilhosas que ouvi nos últimos tempos, embora a rigor, eles não tragam absolutamente nada de novo, pois rezam conforme a velha cartilha do Southern Rock, tocado de forma simultâneamente bluesy e suja, com bastante ênfase nas guitarras, e com uns lampejos aqui e ali de bandas setentistas como GRAND FUNK, FOGHAT, JAMES GANG e outras.

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Talvez o diferencial seja o fato de, embora usar todos estes ingredientes batidos no liquidificador, resultando em algo que poderíamos denominar como uma "vitamina roqueira", o grupo possuir personalidade própria, que faz com que no fundo não se pareçam com ninguém (pelo menos que eu conheça), pois apesar da dita influência dos 70's, eles não soam como uma banda "retrô", mesmo numa primeira audição se percebe que trata-se de um disco atual, não necessariamente pelos aspectos técnicos da produção (gravação, mixagem, etc), que apesar de muito bem feita, deixou uma certa "sujeira", fato que dá ainda mais personalidade ao disquinho.

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Seja como for, não vou ficar perdendo nosso tempo tentando descrever o som dos caras, tampouco passando detalhes das músicas - vamos direto ao que interessa: sei de duas maneiras do leitor ouvi-los antes de se decidir a comprar o CD: uma delas é fazer o download do MP3 de "A Little Better", clicando aqui; a outra é ouvir o álbum na íntegra em qualidade de rádio AM na seção dedicada à banda no site da Tee Pee Records.

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No caso deste último, não se deixem levar pela impressão da faixa que abre o disco ("What You Say"), talvez a mais fraquinha de todas, deixe rolar pelo menos até "Say You're Scared", uma das minhas preferidas.

Aguardo comentários no mural...

Faixas:
What You Say
A Little Better
Help Me Out
So Long
Back To Life
Come On Baby
Crazy
Guitars & Wine
Say You're Scared
Lonely
Night Dogs
total time: 45:59

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Formação:
Art Jackson (guitar, vocals)
Sanders Trippe (guitar, vocals)
Nikos Chremos (bass, backup vocals)
John Sherman (drums)

Material cedido por Tee Pee Records - www.teepeerecords.com.

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Sobre Marcos A. M. Cruz

Fanático por rock setentista.

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