Resenha - All Night - All Night
Por Marcos A. M. Cruz
Postado em 24 de maio de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esse negócio de fazer resenhas de lançamentos, apesar de ser gratificante, com o passar do tempo tende a se tornar meio previsível, pois duas são as situações que comumente ocorrem:

a) ou se trata de um "figurão", que terá seu novo álbum comparado aos anteriores, precedido por um breve histórico onde se comenta detalhes da nova formação (quando houve alguma mudança), o que têm acontecido com os integrantes, porquê estão soando desta maneira etc etc;
b) ou uma banda iniciante, que invariavelmente terá seu trabalho classificado dentro de algum gênero ou sub-gênero, e quase sempre sendo citada sua semelhança com outras já conhecidas (aquela velha história que "tal som se parece com aquele feito pelo grupo X no disco tal, denotando as influências dos músicos blá blá blá").
Convenhamos que, embora possa servir de guia ao usuário, pois a partir da "descrição sonora" este já faz sua primeira "peneirada" (o cara lê o texto e conclui: "caramba, a banda Y continua fazendo o mesmo Heavy-Thrash-Punk-Death-True Metal de sempre, vou correr atrás do CD!" ou "putz, a banda Z agora partiu para o Nu-Gay-Farofa-Boiola-Bunda-Pagode Metal, vou passar longe desta joça!"), dificilmente qualquer texto, por mais bem escrito que seja, consegue refletir com exatidão o que rola no CD, afinal são duas formas de comunicação (sonora e escrita) que receptamos com diferentes sentidos (audição e visão).
Sem esquecer que há um fator muito importante que difere de pessoa para pessoa, o chamado "gosto pessoal", uma espécie de "impressão digital" única e individual, que nos faz reagir de forma diferente a cada estímulo (há quem goste e até pague para saltar de bungle-jumple, por exemplo, que definitivamente não é o meu caso).
Pois bem, confesso que, não sei bem explicar porquê, achei este CD de estréia do ALL NIGHT, banda americana formada em 2001 na localidade de Greensboro, Carolina do Norte, uma das coisas mais maravilhosas que ouvi nos últimos tempos, embora a rigor, eles não tragam absolutamente nada de novo, pois rezam conforme a velha cartilha do Southern Rock, tocado de forma simultâneamente bluesy e suja, com bastante ênfase nas guitarras, e com uns lampejos aqui e ali de bandas setentistas como GRAND FUNK, FOGHAT, JAMES GANG e outras.
Talvez o diferencial seja o fato de, embora usar todos estes ingredientes batidos no liquidificador, resultando em algo que poderíamos denominar como uma "vitamina roqueira", o grupo possuir personalidade própria, que faz com que no fundo não se pareçam com ninguém (pelo menos que eu conheça), pois apesar da dita influência dos 70's, eles não soam como uma banda "retrô", mesmo numa primeira audição se percebe que trata-se de um disco atual, não necessariamente pelos aspectos técnicos da produção (gravação, mixagem, etc), que apesar de muito bem feita, deixou uma certa "sujeira", fato que dá ainda mais personalidade ao disquinho.
Seja como for, não vou ficar perdendo nosso tempo tentando descrever o som dos caras, tampouco passando detalhes das músicas - vamos direto ao que interessa: sei de duas maneiras do leitor ouvi-los antes de se decidir a comprar o CD: uma delas é fazer o download do MP3 de "A Little Better", clicando aqui; a outra é ouvir o álbum na íntegra em qualidade de rádio AM na seção dedicada à banda no site da Tee Pee Records.
No caso deste último, não se deixem levar pela impressão da faixa que abre o disco ("What You Say"), talvez a mais fraquinha de todas, deixe rolar pelo menos até "Say You're Scared", uma das minhas preferidas.
Aguardo comentários no mural...
Faixas:
What You Say
A Little Better
Help Me Out
So Long
Back To Life
Come On Baby
Crazy
Guitars & Wine
Say You're Scared
Lonely
Night Dogs
total time: 45:59
Formação:
Art Jackson (guitar, vocals)
Sanders Trippe (guitar, vocals)
Nikos Chremos (bass, backup vocals)
John Sherman (drums)
Material cedido por Tee Pee Records - www.teepeerecords.com.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
O vocalista que tatuou a banda no braço e foi demitido em seguida
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Para Geezer Butler, capa de disco do Black Sabbath é "a pior de todos os tempos"
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
Para Matt Sorum, Velvet Revolver poderia ter sido tão grande quanto o Guns N' Roses
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em "The Last Note", do Megadeth
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine aponta o que poderia resolver sua relação com o Metallica
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
O clipe do Linkin Park que não envelheceu bem, na opinião de Mike Shinoda
O dia que músico expulso dos Beatles desabafou com João Barone: "Ele ficou triste"
O megahit do Iron Maiden que não representa o som da banda, segundo Steve Harris


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



