Resenha - Masterplan - Oasis
Por Rafael Adolfo de Souza
Postado em 18 de outubro de 2000
Fodam-se! Eu gosto do Oasis e ponto. Imitam Beatles? E quem melhor para eles imitarem? Esqueçam os antipáticos irmãos Galangher. O que vale é a música. Noel é um bom guitarrista e o resto são bons coadjuvantes (incluindo o vocalista Liam).
Se no primeiro disco (Definitly Maybe, 1994), seus rocks simples e sessentistas foram ao topo das paradas, o segundo (What's The Story Morning Glory?, 1996) se transformou num clássico por suas belas melodias e o terceiro (Be Here Now, 1997) apresentou pitadas de psicodelismo ao sempre pretencioso pop da banda, em The Masterplan eles destoam completamente dos outros, com canções menos trabalhadas e acessíveis.
São músicas barulhentas, sujas e incrivelmente melódicas e assobiáveis. The Masterplan é uma coletânia de sobras de estúdio, lados b de singles e uma cover low-fi de I'm The Walrus (Beatles, of course!).
O "plano mestre" abre com a roqueira Acquiese, de refrão contagiante (como todas as faixas do disco) e emenda com Underneath The Sky, uma das mais legais e pegajosas. Ainda tem as viciantes Stay Young (minha favorita da banda, capaz de levantar estádios com sua melodia para cima), Fade Away (remete a bandas de guitarra pesadas, como Jesus And Mary Chain) e Rockin' Chair (simples e de letra inspirada). Listen Up e It's Good To Be Free remetem a sonoridade do primeiro disco.
A faixa-título do disco é uma linda balada com excelente arranjo de cordas. As acústicas Talk Tonight, Going Nowhere e, principalmente, Half the World Away impressionam. Muito acima da média do que é produzido pela indústria cultural fonográfica atual.
O Oasis não é uma banda que vai mudar a história do rock. Suas músicas não possuem nada que um fã de Beatles, The Who, e The Jesus and Mary Chain não tenham ouvido antes.
The Masterplan, igualmente, não é um clássico. Mas é um disco brilhante e com certeza o mais Nirvana que o Oasis poderia produzir.
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