Resenha - Shapes Of Memory - Ivory Gates
Por André Toral
Postado em 13 de dezembro de 2002
Diz a lenda que, para retornarmos de um sonho, temos dois caminhos a seguir: ou atravessar o portal de espinhos e lembrar do sonho e faze-lo tornar-se realidade, ou atravessar o portal de marfim (Ivory Gate) e deixar as memórias no mundo dos sonhos.

É assim que começa "Shapes of Memory", atravessando um dos portais ("Through The Ivory Gates")...
Se musicalmente podemos considerar esse um disco conceitual, onde uma música tem relação com a outra, nos temas das letras é um álbum bem variado, indo desde temas mais voltados a fantasia ("Unchained"), literatura ("Masquerade – Edgar Allan Poe "The Masque Of The Red Death"), questões do mundo moderno, solidão e destruição da natureza ("The Witness", "Trancendence") e reflexões sobre as memórias acumuladas ao longo de uma vida ("Images Reflected"), tema esse que também dá título ao disco.
O encerramento se dá com a música "What I believe", que, dividida em três partes distintas, reflete sobre a necessidade de lutar pelo que se acredita, apesar das dificuldades.
Enfim, em pouco mais de cinqüenta minutos, a Ivory Gates mostra sua proposta com um estilo único, com músicas bastante trabalhadas mas sem soar auto-indulgentes, tendo como referências mais próximas os trabalhos mais antigos de Queensryche, Kansas e mais atualmente Symphony X, somados aos arranjos vocais de Rush e Uriah Heep.
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