Resenha - Cypher - And Oceans
Por Thiago Sarkis
Postado em 26 de agosto de 2002
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Você não precisa ter acompanhado toda a carreira do ...And Oceans para descobrir que algo de muito radical mudou no andar da carruagem. Basta olhar o logo do debute "The Dynamic Gallery Of Thoughts" e dos últimos CDs. É uma diferença explícita. De qualquer maneira, para aqueles que seguiram de perto a trajetória, é bem estranho ver o black metal "sinfônico" inicial passar a dark metal industrial, com ramificações no techno e ambiente.

"Allotropic/Metamorphic Genesis of Dismorphism (A.M.G.O.D.)", o penúltimo disco, surpreendeu e trabalhou competentemente as possibilidades do novo leque aberto pelo grupo. Resultado ótimo, não repetido, infelizmente, por seu sucessor.
"Cypher" é um álbum cuja definição adequada seria, talvez, esquisito. Nunca um CD foi tão importante, mesmo repleto de momentos indiferentes e desagradáveis até. Explico: os experimentos feitos nessa empreitada têm sua valia e renderão frutos interessantes, para quem souber aproveitá-los. Todavia, não se encaixaram na maioria das faixas, cujos títulos citarei pouco, pela suas imensidões, as quais podemos exemplificar com "Cataclysm Savour: And The Little Things That Make Us Smile".
Nesse oceano de contradições, se encontra o fato do novo lançamento ser, em termos de letras, provavelmente o mais denso, reflexivo, eficiente e humanista da história destes finlandeses. Sem dúvida excelente e bastante inspirador.
Para você ver que nem tudo deu errado. E há outros fatores positivos, como a produção magnífica, mesmo na guerrilha de instrumentos e barulhos desengonçados. Também podemos falar da arte e de alguns instantes das composições. Porém, neste último caso, nada de encantador, que encha os olhos.
Seis é uma nota regular, dada a partir de ouvidos que talvez não alcancem tal evolução sonora ou simplesmente desconhecem o porque de tal e configure-as como exageros, narcisismos desnecessários. Mesmo assim, é um álbum que precisa ser ouvido, e não só pelo aprender a fazer diferente, como também tirar proveito de poucas, mas ainda assim, boas passagens.
Site Oficial – http://on.to/andOceans
Line-Up:
Kenny (Vocais)
Pete (Guitarra)
T (Guitarra)
Q (Baixo)
Anti (Teclados)
Sami (Bateria)
Material cedido por:
Century Media Records – http://www.centurymedia.com.br
Telefone: (0xx11) 3097-8117
Fax: (0xx11) 3816-1195
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Como Charlie Benante conseguiu sua vaga no Anthrax, segundo Scott Ian
A banda que mistura Black Sabbath com afrobeat que não sai do ouvido de André Barcinski
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Foo Fighters realiza primeiro show de 2026; confira setlist e vídeos
Por que o Pink Floyd recusou proposta de US$ 250 milhões por reunião?
A canção do AC/DC que Angus Young odeia: "Quem em sã consciência gostaria disso?"
O curioso motivo que impediu Bruce Dickinson de entrar no Rainbow
As cinco músicas gravadas pela Legião Urbana nunca lançadas que permanecem inéditas


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis



