Resenha - Time Frame - Actual Time

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Por Thiago Sarkis
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Se você acredita que já ouviu de tudo na vida, então terá uma grande decepção ao cotejar o Actual Time. Esse trio maluco está tão fora dos padrões comerciais e até sonoros, que nem eles próprios devem ouvir suas composições seguidamente. De forma alguma me refiro a falta de qualidade ou coisas do tipo. O fato é que eles abordam a música de maneira matemática, complexa, deixando a mente totalmente ocupada enquanto da audição de seus discos, não possibilitando escutá-los o dia todo, quiçá algumas horas.

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Da última vez que falei desse conjunto, logo em sua estréia com o auto intitulado, parti da base de um Meshuggah sem vocais. Certamente ainda podemos iniciar desta perspectiva, mas agora teremos que ir além, e acompanhá-los.

Os solos de guitarra, baixo, ou bateria, continuam pedindo para aparecer e esfriar uma seqüência que soa maçante algumas vezes. No entanto, o som limpo das guitarras em músicas como "Out There (Prime)" e "Iterative Refinement" adicionaram um toque de jazz refinado e possibilitaram mais harmonia e menos cálculos, além de espaço considerável a aparições individuais, as quais, como já dito, prosseguem insatisfatórias e curtas, porém em plena evolução.

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A produção responde à demanda do disco. Obviamente não é, e nem necessita ser, algo bombástico. Faz-se simples e soa bem, deixando aos instrumentos e humanos, a responsabilidade de impressionar.

Caracterizar "Time Frame" na galeria dos "somente para músicos" é, de certo, extremista, considerando-se os riffs fortes presentes e a crescente adoração em todo o mundo por metal técnico e progressivo. Sendo ou não estudante de música, dê uma checada no Actual Time, um grupo que chamou a atenção e arrancou elogios mil de gente importante, entre elas Neil Kernon, famoso produtor, que já trabalhou com Peter Gabriel, Queensryche, Nevermore, Spiral Architect, Judas Priest, entre tantos outros.

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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