Resenha - reVoltingRoom - Skinlab

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Por Thiago Sarkis
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Falar de Skinlab é sempre bem divertido. É talvez um dos grupos que, atualmente, cause mais controvérsia e discussão. Críticos de todo o mundo armam banzés na seguinte questão: "Tocariam eles nu metal?". Há uma vertente ativa afirmando que sim. Noutra secção, dizem o contrário. O importante nessa história é o som, e quem já o ouviu pode asseverar o estado vociferante e vivaz deste.

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Steev Esquivel e sua turma não são geniais ou incomuns, tampouco se configuram como a salvação do thrash oitentista e uma chance de retorno abundante desse estilo, possibilidades estas levantadas, ou melhor, profanadas, por alguns sensacionalistas. Eles simplesmente, como bons músicos, encontraram um meio-termo, constituído de traços da sonoridade tradicional da Bay Area - donde provêm - e de várias características modernas de peso, as quais os próprios ajudaram na criação e firmamento.

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De fato são, no máximo, parentes de segundo ou terceiro grau de Death Angel, Exodus, Forbidden. Porém, mesmo com essa distância, fãs das proferidas bandas que negarem algum proveito e energia em "Slave The Way", por exemplo, possivelmente estarão predispostos a recusar qualquer qualidade do Skinlab, o que vem sendo bastante comum hoje em dia, principalmente ao tratarmos de conjuntos ‘acusados’ de se conterem nas novas tendências de música pesada.

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No final da última faixa, "One Of Us", há cerca de vinte e um minutos com gravações retiradas da "reVolting Hotline", aberta pela banda, para que, por telefone, os fãs pudessem se expressar, falar de problemas, discutir política, etc. De todo este tempo, calcule dezesseis, dezessete minutos de verborréia pura e f*ck pra tudo quanto é lado. Tolice danada fazendo o ouvido dos outros de pinico.

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"Bound, Gagged And Blindfolded" (1997) ainda figura como o melhor álbum do grupo e "reVoltingRoom" passou longe de superá-lo, apesar da ótima produção de Steve Evetts e Andy Sneap e de composições de certo fascínio como "Come Get It", "Take As Needed" e "Never Give In". De qualquer maneira, pode apostar que Esquivel e Paul Hopkins, mesmo sem tanto dinamismo, seguem liderando uma agressividade que persiste meneando as entranhas.

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Site Oficial – http://www.skinlab1.com

Formação:
Steev Esquivel (Vocais – Baixo)
Snake (Guitarra)
Glen Telford (Guitarra)
Paul Hopkins (Bateria)

Material cedido por:
Century Media Records – http://www.centurymedia.com.br
Telefone: (0xx11) 3097-8117
Fax: (0xx11) 3816-1195
Email: [email protected]

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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