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Resenha - Introspection - Myriads

Por Rafael Carnovale
Em 27/07/02

Nota: 8

Este é no mínimo um cd interessante. O quinteto norueguês Myriads foi formado em 1997, e após um demo e seu primeiro cd, reaparece em 2002 com "Introspection", um lançamento que poderia ser rotulado de gothic-metal, mas que possui diversas influências, desde o thrash até folk music, passando por suítes progressivas. Isto cria uma atmosfera interessantíssima, pois cada música se torna uma surpresa, e quase todas têm no mínimo seis minutos de duração, aonde o grupo despeja toda sua diversidade musical e talento.

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Já a primeira música, "Enigmatic Colours of The Night", é como o título mesmo diz, enigmática. A música, que começa com uma atmosfera "dark" digna de um doom metal arrastado tem um ganho de velocidade no seu meio e encerra como um death agressivo,com um resultado positivo e que principalmente, não enjoa.O mesmo se repete na seguinte "Miserie Mel", aonde elementos de doom, gothic, metal e até progressivo se unem, em doze minutos de pura viagem. O bom uso da alternância de vocais (gutural, clean e feminino) é um fator que também contribui para que o resultado não se torne entediante, embora deva-se admitir: não é um cd para ser ouvido numa tacada só. Como uma ópera, o bom é ouvir aos poucos, tentando captar cada momento da banda, que definitivamente está inspirada.

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Momentos mais calmos podem ser observados nas baladas "Inside", "Falling in The Equinox" e a semi-balada "The Ascent", aonde a banda investe mais nos teclados, arranjo de cordas e nos vocais femininos e masculinos clean, criando excelentes resultados. Ambas as faixas criam uma atmosfera viajante, típica das boas bandas de gothic-metal, e são recomendáveis. Curiosamente, estas são as fixas mais curtas do cd.

Mas o grande destaque mesmo fica na diversidade de estilos e no trabalho mostrado em faixas como a pesadíssima "The Sanctrum of My Soul", aonde guitarras pesadas e vocais agressivos predominam, e na faixa "Flickering Thoughts", aonde o andamento heavy tradicional empera, dando a esta faixa um destaque especial,sendo empolgante, com seus agressivos oito minutos.

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A banda mostra um entrosamento perfeito, com destaque para os vocais masculinos e a performance de guitarras e cordas. O vocal feminino é competente, mas se perde um pouco quando alça notas mais altas, ficando incompreensível. Mas isso acontece poucas vezes, não chegando a prejudicar o trabalho como um todo. Algo a ser observado em futuros lançamentos.

Um bom cd. Mas que não deve ser ouvido numa talagada só, senão pode se tornar estafante. É como um bom vinho, para ser degustido aos poucos, saboreando cada momento. Recomendável.

Site oficial: www.come.to/myriads

Formação:
Mona Skottene – Vocais femininos, Teclados
Alexander Twiss – Vocais, Guitarras
Rudi Junger – Bateria
J.P. – Guitarra
Mikael Stokdal – Vocais,Teclados
Torp – Baixo (convidado)

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Material cedido por:
Hellion Records
http://www.hellionrecords.com

Licenciado pela Napalm Records.

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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