Resenha - Legend Begins - Beholder
Por Rafael Carnovale
Postado em 05 de julho de 2002
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formado em 1998, este septeto italiano, após uma demo e dois MCD’s, lançou em 2000 seu debut, "The Legend Begins". O que vemos aqui é uma banda fortemente influenciada por Blind Guardian, Helloween e que segue os passos do Rhapsody, mas de maneira mais discreta, apostando mais no peso das guitarras e na agressividade de baixo/bateria. E diferentemente de seus compatriotas, o Beholder tem dois vocalistas, um masculino (Patrick Wire) e um feminino(Leaman Sidhe), que se revezam nas músicas de maneira muito interessante, um canta uma estrofe ou duas, o outro canta a mesma quantidade, ambos fazendo backings para o outro. Sem dúvida um show de personalidade, o que jamais dirá que esta banda é cópia do Rhapsody ou Blind Guardian.

Músicas como "The Ring of Freedom" e "Ivory Tower" são bem speed, chegando a lembrar Stratovarius, pela boa intromissão dos teclados de Pete Ryan. Boas faixas e bem empolgantes. Já "Call for Revenge", por seus riffs, é muito inspirada por Iron Maiden, principalmente da fase "Piece of Mind". De cara vemos que o vocal de Patrick é limitado porém competente, e que a vocalista Leaman dá um show particular, não sendo operística, mas cantando agressivamente. Outro destaque iria para a mais cadenciada "Blood and Pain", com uma bateria bem agressiva.
O lado mais épico (que chega a lembrar o Blind Guardian de "Nightfall at Milddle Earth") se concentra nas faixas "The Ancient Prophecy" e "The Fallen Kingdom", que são muito boas, mas como todas as do cd, sofrem com a produção, que está apenas razoável, muitas vezes os sons de guitarra soam embolados, o que dificulta a audição do cd. Ainda somos brindados com uma boa balada, "Until Darkness Falls" e com uma faixa de oito minutos, a melhor do cd, "Chains of Fate", que capta todos os elementos das outras faixas e os condensa de forma irrepreensível. O cd conta a história do guerreiro Lorengaard, e cada faixa funciona como um capítulo, sendo bem interessante. Um conceito bem elaborado.
Um bom "debut", mas o segundo cd, que deve sair agora em 2002, precisa ser mais bem produzido, pois competência a banda já mostrou que tem.
Line Up:
Patrick Wire – Vocais
Leanan Sidhe – Vocais
Matt Treasure – Guitarras
Markus Mayer – Guitarras
Andy Mcklein – Baixo
Pete Ryan – Teclados
Mike Sachs – Bateria
Material Cedido pela:
Rock Brigade Records
Rua dos Bonitos 89, São Paulo ( SP) – Tel:11-66056011
http://www.rockbrigade.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O disco de Bruce Dickinson considerado um dos melhores de metal dos anos 90 pela Metal Hammer
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
Marcelo Barbosa rebate crítica sobre Angra: Alguém pagou pelo hiato?
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Bruce Dickinson revela algo que sempre o incomodou nas letras de Steve Harris
O motivo pelo qual Ringo era "ruim", segundo George Harrison, dos Beatles
Corey Taylor revela a música que o Slipknot só vai tocar ao vivo quando o Papa abrir show


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



