RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Linkin Park: sua boa estreia no mainstream com "Hybrid Theory"

Michael Amott afirma que nova música do Arch Enemy é um "acerto de contas"

Tony Iommi era a única pessoa de quem Ozzy aceitava broncas, revela filho

Accept anuncia primeiras datas da turnê celebrando 50 anos de carreira

Nevermore divulga primeira audição feita por Berzan Önen

Foo Fighters anuncia novo álbum, "Your Favorite Toy"

A música tocante do Nevermore que era uma das preferidas do vocalista Warrel Dane

O programa com a maior audiência da MTV Brasil de todos os tempos, segundo ex-diretor

A melhor música da história do punk, segundo o Heavy Consequence

A impagável história do cara que apanhou tanto de metaleiros quanto de punks

Allianz Parque liderou com folga a venda de ingressos para shows em todo o país

As 10 músicas que o Nevermore mais tocou ao vivo

As 5 músicas dos Beatles que Bob Dylan cantou ao vivo

Ex-baterista do Paradise Lost adoeceu após pular em piscina insalubre na era "Draconian Times"

A curiosa reação do pai de Ozzy Osbourne ao ouvir o primeiro disco do Black Sabbath


Bangers Open Air
Bad Religion

Resenha - Cançonetas Pra Ti Entoadas - Brilhantines

Por
Postado em 19 de janeiro de 2002

Chegou para mim um CD curioso. Trata-se do Brilhantines, um trio do interior de São Paulo, que chama logo atenção por buscar um som com elementos provindos da Jovem Guarda. Interessante que os rapazes, identificados como sendo Dadá Costa, Nilton Denardi e o mentor do grupo Neto Nunes, embora ainda estando em idade de vestibular, foram procurar o seu som não no conhecido João Penca e seus Miquinhos Amestrados, banda especialista em rock estilo Anos Sessenta, mas nas origens do rock brasileiro, ou seja, na Jovem Guarda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

As canções contam com vocalzinho doo-wop, todas as vozes feitas por Nunes (arranjo de voz muito bem executado por sinal), como também a voz suavizado que o gênero pede. Dá-se ao luxo de ter algumas das letras usando gírias da época, Nunes escrevendo utilizando lingüistica seiscentista, um detalhe muitas vezes esquecido. Por outro lado, esta preocupação de detalhes não se estendeu ao som dos instrumentos. Temos guitarras com distorções incompatíveis com a época. Nenhum teclado com som Farfisa, um MUST, que nos remete tão precisamente a aquele tempo de Trio Esperança e o RC7.

Isto evidentemente é gafe apenas se a proposta fosse realmente reviver a Jovem Guarda. Mas creio que a intenção do Brilhantines seja mais de fazer uso dos elementos que traduzem a leveza e despreocupação jovial do que realmente tentar evocar uma volta da musica feita no rock brasileiro antes da Revolução Militar de 64. Além do mais, não tenho absolutamente nada contra guitarras distorcidas, como em "Canção de Amor", uma das minhas preferidas do disco. Com ela, "Amanhã" e "Esplendor" também se destacam. Na verdade, quanto mais vezes eu escuto o CD, mais eu percebo influências diversas fora da Jovem Guarda no som. Algumas poucas influencias mineiras do Clube da Esquina, dos Beatles, e outras coisas soltas que não consigo precisar agora de onde conheço. O disco como um todo é muito leve e agradável. A única coisa que eu realmente não gostei foi o som da bateria, abafada e feia. Uma pena, embora deu para perceber que o baterista seja bom e tem algo até mais importante do que virtuosismo para este tipo de trabalh; o bom gosto. Imagino que ao vivo devam ter um peso extra e recomendo tentar conferir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Para terminar, diria que o trabalho de arte gráfica é um dos melhores feitos pela industria nacional, principalmente se tratando de uma banda sem patrocínio. Faço questão de destacar o valor de se investir em uma boa idéia! Não que a capa seja mirabolante. Pelo contrario; é simples, com duas fotos em preto e branco. Porém na capa, existe o detalhe do nome da banda escrito em alto relevo e em letras douradas, um custo extra considerável, com certeza. A foto em questão, duas meninas (irmãs) se abraçando e sorrindo, nos traz um calor amigável, de bem querer, mensagem sublimnar das intenções das canções no disco. A contracapa igualmente me agrada. A foto apresenta o trio dentro de um velho fusca. O painel do carro deixa claro que o veiculo se trata de uma antigüidade, apesar do volante destoar, obviamente mais moderno. Imagino que o volante, assim como a guitarra distorcida que ouvimos no disco, seja um lembrete de que não importa quanto a gente volta no tempo, um pé continua no presente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Bons ventos os carreguem Brilhantines.

Para conhecer mais sobre a banda:
http://www.brilhantines.hpg.com.br

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.
Mais matérias de Márcio Ribeiro.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS