Resenha - As One - Chapter Four - Metalium
Por Mario Alberto
Postado em 21 de agosto de 2004
Separados em mundos diferentes de universos paralelos mas unidos pelo poder que possuem. Guerreiros de um futuro distante... Ecos das lendas do passado... Luz e trevas.. Seres que se complementam e equilibram as forças antagônicas da eternidade... Metalium e Metaliana! A saga chega ao quarto capítulo. True metal! Yeah!

Bem, se você se identificou com o primeiro parágrafo e quer saber como a história se desenrola, então As One – Chapter Four, o novo álbum do Metalium, é o que você procura. Riffs poderosos, solos grandiosos, linhas de baixo furiosas e levadas cabulosas. Está tudo lá, é inegável. Mas se, por outro lado, você já cansou dessas sagas contadas em vários episódios sobre guerreiros e batalhas, pode pular este "capítulo" com a maior tranqüilidade.
Lars Ratz (baixo), Henning Basse (vocal), Matthias Lange (guitarra) e Michael Ehré (bateria) são músicos competentes e fazem o que se pode esperar de uma banda alemã de metal. Justamente isso é que acaba sendo o grande problema do álbum. O Metalium faz um "power-true-triumph-melodic-metal" ao pé-da-letra, sem tirar nem pôr, não mudando uma vírgula de toda a cartilha do rock pesado que todos nós já sabemos de cor.
Depois de Astral Avatar, a tradicional introdução, vem Warrior. Aí, eu pergunto: é um petardo tocado a uma velocidade alucinante e ótimo para abrir o CD? Sim, é. Porém, não vai nada além do que você já ouviu com Helloween ou Gamma Ray. Pain Crawlers in the Night não deixa o pique cair, mas será que tem riff e solo bacanas com aquele coro "alemão" na ponte para o refrão? Sem dúvida. Mas sabe aquela impressão de coisa requentada? Pois é. Ela teima em não sair dos ouvidos. E No One Will Save You? A faixa cinco tem um bom riff, uma levada vertiginosa, corinho no refrão, guitarras dobradas, mas...
A instrumental Meaning of Light, segundo o encarte, abre o "second concept". Sim, o álbum, apesar de já ser um capítulo da saga de Metalium, traz em si outros capítulos... Ou conceitos... Ou subtemas... Subcapítulos, quem sabe. Voltando, o tema instrumental baixa um tanto a velocidade impressa pelas primeiras faixas e faz as honras da música mais interessante do disco.
Illuminated (Opus One) é mais arrastada e tem um refrão bem legal (com coro, claro), mas aí, lá pelas tantas, entra a voz do narrador - sim, temos narrador também – e conta uma história de "strength", "honour", "pride" e "sorrow" que já deu o que tinha que dar desde o Manowar - "é o estilo da banda", dirão os fãs... Destaque feito para as belas frases que Lange saca nos solos.
Athena põe o pé novamente no acelerador e vamos embora. Bom riff, refrão com coro, bom solo, levada rápida... Power Srtikes the Earth começa mais devagar, só que, de repente, vamos lá, você já sabe. Bom riff, levada rápida, refrão com corinho... Em Godess of Love and Pain, posso estar parecendo irônico, mas estou apenas relatando os fatos: bom riff, bom solo, levada rápida, refrão com coro (bom refrão, aliás)...
No fim, um hino. As One certamente já sai do CD na medida para o encerramento das apresentações da banda. "We are as one, since the day that our fight has begun...", diz a letra. É isso aí. Dá para ficar rouco, com o pescoço doendo de tanto bater cabeça, graças ao – vamos lá, todo mundo junto! - bom riff, levada rápida, refrão com coro...
P.S.: Pra selar a saga com chave de ouro, como não poderia deixar de ser, a voz soturna do narrador anuncia "the new born... Metaliana!".
Century Media: www.centurymedia.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A humilhação que Ozzy Osbourne sofreu num show e Tony Iommi jamais esqueceu
Moyses Kolesne manda recado a quem reproduz discursos de Lemmy sobre política
Dirk Verbeuren, do Megadeth, agradece Pete Sandoval por ter inspirado "legiões de bateristas"
"From the Dark", novo álbum de Tony Iommi, é lançado
Como Jason Newsted criou o riff de "Blackened" do Metallica e a reação de James e Lars
Novo disco de Tony Iommi mantém acesa a chama do Sabbath, segundo resenha da Classic Rock
"Accident of Birth", de Bruce Dickinson, é lançado em versão remixada
Slayer toca "Reign in Blood" na íntegra no México; confira setlist e vídeos
O roqueiro brasileiro que se queimou com Jô Soares após falar mal de Ayrton Senna
O pior disco do Pink Floyd, de acordo com a Paste Magazine
Marko Hietala arrisca palpite sobre o que levou Floor Jansen a sair do Nightwish
"Stairway to Heaven" nem "Comfortably Numb"? O solo que Slash coloca acima de todos
A música do Iron Maiden que influenciou o Big Four do thrash metal, segundo o Ultimate Guitar
Mateus Asato elege o último guitar hero que existe e compara com Slash e Van Halen
Os cinco melhores discos do Megadeth, segundo Mateus Ribeiro
O melhor disco de thrash metal da história, na opinião de Charlie Benante
Homossexualidade: 5 nomes da cena rock/metal que assumiram
Igor Cavalera conta quem deu o empurrão para sua saída do Sepultura

The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década
Com "Not Your Kingdom", Madball retorna fiel ao estilo que ele ajudou a definir, o NYHC
Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida



