Resenha - As One - Chapter Four - Metalium
Por Mario Alberto
Postado em 21 de agosto de 2004
Separados em mundos diferentes de universos paralelos mas unidos pelo poder que possuem. Guerreiros de um futuro distante... Ecos das lendas do passado... Luz e trevas.. Seres que se complementam e equilibram as forças antagônicas da eternidade... Metalium e Metaliana! A saga chega ao quarto capítulo. True metal! Yeah!

Bem, se você se identificou com o primeiro parágrafo e quer saber como a história se desenrola, então As One – Chapter Four, o novo álbum do Metalium, é o que você procura. Riffs poderosos, solos grandiosos, linhas de baixo furiosas e levadas cabulosas. Está tudo lá, é inegável. Mas se, por outro lado, você já cansou dessas sagas contadas em vários episódios sobre guerreiros e batalhas, pode pular este "capítulo" com a maior tranqüilidade.
Lars Ratz (baixo), Henning Basse (vocal), Matthias Lange (guitarra) e Michael Ehré (bateria) são músicos competentes e fazem o que se pode esperar de uma banda alemã de metal. Justamente isso é que acaba sendo o grande problema do álbum. O Metalium faz um "power-true-triumph-melodic-metal" ao pé-da-letra, sem tirar nem pôr, não mudando uma vírgula de toda a cartilha do rock pesado que todos nós já sabemos de cor.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Depois de Astral Avatar, a tradicional introdução, vem Warrior. Aí, eu pergunto: é um petardo tocado a uma velocidade alucinante e ótimo para abrir o CD? Sim, é. Porém, não vai nada além do que você já ouviu com Helloween ou Gamma Ray. Pain Crawlers in the Night não deixa o pique cair, mas será que tem riff e solo bacanas com aquele coro "alemão" na ponte para o refrão? Sem dúvida. Mas sabe aquela impressão de coisa requentada? Pois é. Ela teima em não sair dos ouvidos. E No One Will Save You? A faixa cinco tem um bom riff, uma levada vertiginosa, corinho no refrão, guitarras dobradas, mas...
A instrumental Meaning of Light, segundo o encarte, abre o "second concept". Sim, o álbum, apesar de já ser um capítulo da saga de Metalium, traz em si outros capítulos... Ou conceitos... Ou subtemas... Subcapítulos, quem sabe. Voltando, o tema instrumental baixa um tanto a velocidade impressa pelas primeiras faixas e faz as honras da música mais interessante do disco.
Illuminated (Opus One) é mais arrastada e tem um refrão bem legal (com coro, claro), mas aí, lá pelas tantas, entra a voz do narrador - sim, temos narrador também – e conta uma história de "strength", "honour", "pride" e "sorrow" que já deu o que tinha que dar desde o Manowar - "é o estilo da banda", dirão os fãs... Destaque feito para as belas frases que Lange saca nos solos.
Athena põe o pé novamente no acelerador e vamos embora. Bom riff, refrão com coro, bom solo, levada rápida... Power Srtikes the Earth começa mais devagar, só que, de repente, vamos lá, você já sabe. Bom riff, levada rápida, refrão com corinho... Em Godess of Love and Pain, posso estar parecendo irônico, mas estou apenas relatando os fatos: bom riff, bom solo, levada rápida, refrão com coro (bom refrão, aliás)...
No fim, um hino. As One certamente já sai do CD na medida para o encerramento das apresentações da banda. "We are as one, since the day that our fight has begun...", diz a letra. É isso aí. Dá para ficar rouco, com o pescoço doendo de tanto bater cabeça, graças ao – vamos lá, todo mundo junto! - bom riff, levada rápida, refrão com coro...
P.S.: Pra selar a saga com chave de ouro, como não poderia deixar de ser, a voz soturna do narrador anuncia "the new born... Metaliana!".
Century Media: www.centurymedia.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Live anuncia dois shows no Brasil para o mês de setembro
Masters of Voices reúne quatro gerações do rock e heavy metal na América do Sul e no Brasil
Tuomas Holopainen não gostou do primeiro disco que comprou na vida
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
A banda à frente de seu tempo, influenciada pelos Stones, que teria sido rejeitada por Jagger
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
Filha de vocalista do Poison começa a vender "pack do pezinho"
Geoff Tate não considerou chamar outros ex-Queensryche para "Operation: Mindcrime III"
10 músicas de metal internacional que estão na memória afetiva do brasileiro
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
A música de 2000 que Brian Johnson considera uma das melhores do AC/DC: "Me arrepia"
Kiko Loureiro lembra desafios do Angra: "O Andre Matos sumia e aparecia dois meses depois"
Davide Lo Surdo é o guitarrista mais rápido da história
Andreas Kisser diz que Xororó podia tranquilamente cantar no Helloween

Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
