Resenha - Fellini Days - Fish
Por Guilherme Vignini
Postado em 27 de julho de 2001
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esse é o novo álbum do Fish, ex-vocalista do Marillion, explorando desta vez o universo de Frederico Fellini, grande cineasta italiano, responsável por uma das maiores revoluções na indústria cinematográfica mundial.

Fish, mais até que cantar, é um mestre nas letras. Desde os tempos do Marillion fez verdadeiros poemas cantados e aqui ele não perdeu sua velha forma. É uma pena que muitas pessoas no Brasil não consigam entender o que ele quer dizer pois com certeza teria dez vezes mais fãs do que hoje.
O cd começa com "3D", uma introdução ao universo felliniano com um ritmo bem progressivo em seus nove minutos de duração. "So Fellini" é uma música com boa presença do guitarrista John Wesley, ao estilo de "Brother 52".
"Tiki 4" lembra mais os trabalhos de seus primeiros discos solos, mas com uma produção mais bem cuidada, com um excelente trabalho do tecladista John Young e backing vocals femininos muito bem encaixados. "Our Smile" é mais uma daquelas baladas que Fish faz com perfeição: bonitas sem serem "meladas" e sem cair em clichês baratos. Para quem só conhece "Kayleigh" pode ouvir sem medo.
"Long Cold Day" tem o pique de "Worm in a Bottle" do álbum "Sunsets on Empire" é um som pesado com boa melodia vocal e um solo muito bonito de guitarra. "Dancing in Fog" Fish canta com muita emoção sobre dançar na neblina. "Obligatory Ballad" é outra balada que não faz feio para "Sugar Mice" ou "Lavender".
A música seguinte é "The Pilgrim’s Address", uma letra fortíssima, onde um soldado da guerra do Golfo manda uma carta com algumas questões ao presidente dos Estados Unidos. O desfecho da história é fantástico. O velho Fish não perdeu a mão com o tempo. O álbum termina com "Clock Moves Sideways", comparando a bagunça do mundo de hoje com os cenários surrealistas de Fellini.
Esse CD é melhor que o anterior, "Rain Gods With Zippos". Se você gosta do estilo pode ir atrás sem medo que o velho "urso de Haddington" continua em plena forma. Confira também no seu site www.the-company.com outros lançamentos dele, já que ele controla totalmente seu trabalho lança vários discos ao vivo por ano além de ter recursos traduzidos para o português e todas as letras.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Foto junta Slash, Duff e Sharon Osbourne, e puxa o fio do tributo a Ozzy no Grammy 2026
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Richie Sambora acusa Jon Bon Jovi de sabotar sua carreira solo para forçá-lo a voltar
Playlist - Os melhores covers gravados por 11 grandes bandas do thrash metal
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
A última banda de rock nacional que conseguiu influenciar crianças, segundo Jéssica Falchi
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Para Lars Ulrich, o que tornava o Slayer interessante era seu extremismo
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
Motorhead: os 22 álbuns da banda, do pior para o melhor
Ave, Satan!: As dez melhores músicas sobre o Inferno
A frase esotérica deturpada por Raul Seixas que ele fez todo mundo cantar


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



